27 abril 2011

Alcoolismo em Mulheres - Dr. Dráuzio Varella

O metabolismo do álcool nas mulheres não é igual ao dos homens. Se administrarmos para dois indivíduos de sexo opostos a mesma dose ajustada de acordo com o peso corpóreo, a mulher apresentará níveis alcoólicos mais elevados no sangue. A fragilidade aos efeitos embriagadores do álcool no sexo feminino é explicada pela maior proporção de tecido gorduroso no corpo das mulheres, por variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo menstrual e por diferenças entre os dois sexos na concentração gástrica de desidrogenase alcoólica (enzima crucial para o metabolismo do álcool). Por essas razões, as mulheres ficam embriagadas com doses mais baixas e progridem mais rapidamente para o alcoolismo crônico e suas complicações médicas. Para todos os níveis de consumo alcoólico, as mulheres correm mais riscos de desenvolverem doenças hepáticas do que os homens; o risco de cirrose nas mulheres é três vezes maior; mulheres que abusam de álcool desenvolvem também miocardiopatias mesmo usando doses mais baixas do que os homens, outras doenças como : doenças cardiovasculares, câncer de mama, osteoporose, distúrbios psíquiatricos, se grávida a síndrome alcoólica fetal, caracterizada por anormalidades físicas compormentais e cognitivas, consequências psicossociais, sempre maiores para mulheres que para homens.

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