26 abril 2011

Medicina e Alcoolismo - parte 1

Apesar de ter uma longa história, o alcoolismo só é considerado uma doença mais recentemente. O consumo excessivo prolongado do álcool é um vício, uma dependência que provoca os seguintes efeitos sobre o organismo humano: - Ação sobre o tubo digestivo e estômago : as mucosas do tubo digestivo e estômago ficam em contato direto com o álcool. Este contato, sobretudo se exagerado e frequente, provoca irritação da mucosa gástrica, que pode degenerar em inflamação e ulceração, devido ao álcool provocar aumento de secreção gástrica e pancreática. O álcool ingerido em concentrações elevadas diminui as secreções, ou inibe as transformações dos alimentos. - Ação sobre o fígado : - O fígado fica igualmente em contato direto com o álcool, visto que é nesse orgão que começa a sua transformação. A ação nociva do álcool produz a "cirrose alcoolica" no decurso da qual as células do fígado vão desaparecendo progressivamente para serem substituidas por tecido escleroso. - Ação sobre o sistema nervoso central : A sua ação é de um anestésico. Esta depressão gradual das atividades nervosas,devido ao álcool, atingem os centros nervosos pela ordem inversa da sua evolução, quer dizer,começando pelos centros que comandam a capacidade de ajuizar, a atenção, a autocrítica,  o autodomínio, a locomoção, para terminar naqueles de que depende a vida orgânica. Num primeiro estado, o indivíduo, após ter bebido alguns ml de álcool, parece ter comportamento normal, mais observado atentamente, apresenta reflexos cujo a rápidez e precisão estão um pouco diminuídos. A alteração dos centros inibidores aparece num segundo estado. O indivíduo apresenta uma sensação de bem estar,de euforia,de excitação, por vezes por uma quebra variável do controle que normalmente exerce sobre suas palavras, sobre a sua coordenação muscular e locomotora e sobre a suas emoções.

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