14 maio 2011

Álcool e Arma de Fogo


ÁLCOOL E ARMA DE FOGO: DUAS DROGAS QUE MATAM!


VIOLÊNCIA

Álcool e arma de fogo têm maior peso nos assassinatos em SP


SÃO PAULO - A violência em São Paulo está diretamente relacionada com o uso de bebidas alcoólicas e o porte de arma de fogo. Nada menos do que 40% das vítimas de homicído doloso têm álcool no sangue e a criminalidade aumenta à noite e nos fins de semana. Dos homicídios que chegam às delegacias, 10% têm autoria previamente conhecida e as mortes por motivo fútil são praticamente em mesmo número do que as praticadas pelo tráfico de drogas.
Cleide Carvalho, O Globo Online

- Os crimes interpessoais têm grande peso em São Paulo - diz Túlio Khan, coordenador de análise e planejamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Khan afirma que há muito ainda o que ser feito para reduzir a criminalidade em São Paulo, mas
que a violência no estado não é mais tão grande quanto aponta o relatório da ONU. O estudo, divulgado nesta segunda-feira, mostra São Paulo como responsável por 1% dos homicídios no mundo. Os dados usados na pesquisa são de 1999. De lá para cá, segundo dados da SSP, os homicídios diminuíram 60% no estado.
- Eles pegaram números do pico de violência em São Paulo, o que é ruim para os negócios e para a cidade, pois a população fica assustada - diz Khan.
O relatório também destaca os ataques de uma facção criminosa em São Paulo à polícia e a alvos civis em maio e junho de 2006, quando a população ficou refém da criminalidade. Após os atentados, cresceu 33% a venda de pára-brisas blindados para veículos.A insegurança fez com que pelo menos 25 mil lugares da cidade passassem a ser vigiados por câmeras eletrônicas.
Para o governador de São Paulo, José Serra, o relatório da ONU chega a conclusões erradas porque está defasado.
De janeiro a junho deste ano foram registrados 2.510 homicídios dolosos, quando há intenção de matar. No ano passado, foram 6.051. Em 2005, 6.988. O relatório da ONU mostra 11.445 mortes em 1999.
Khan afirma que, nos últimos oito anos, os homicídios diminuíram em 538 dos 645 municípios do estado. A queda no número de homicídios ocorreu depois que a polícia paulista passou a usar o Infocrim, um sistema de mapeamento de ocorrências por computador que permite mapear onde e quando os crimes acontecem e, desta forma, distribuir melhor os policiais nas cidades.
- Deixaram de analisar justamente o período em que as ações surtiram efeito e a violência diminuiu.
O especialista explica que a natureza da violência em São Paulo é diferente da do Rio de Janeiro. Segundo Khan, enquanto 40% dos presos no Rio de Janeiro estão na cadeia por tráfico ou associação ao tráfico de drogas, em São Paulo este número cai a 10%. As chacinas, comumente usadas por traficantes, respondem por apenas 3% dos homicídios registrados no estado.
Dados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para onde são encaminhados os homicídios onde o autor precisa ser identificado, mostram que os homicídios interpessoais são a maioria. Ou seja: vítima e algoz já se conhecem. Segundo Khan, 28% das mortes ocorrem por vingança, 13% por desavença relacionada ao tráfico, 12% por motivo fútil, 9% por razões passionais, 8% por desavenças em bares, 7% por dívidas não pagas e 3% por conta de conflitos familiares.
Khan afirma que 21 cidades paulistas adotam a lei seca, que impede a abertura de bares depois das 23 horas, e afirma que o trabalho de apreensão de armas é importante para reduzir a violência no estado. A cada trimestre, a polícia paulista apreende 6 mil armas.
ÁLCOOL E ARMA - PROVAVELMENTE ESTE SERÁ O FIM

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