09 maio 2011

Alcoolismo - Começa na Balada ? Jovens e Álcool - com VIDEOS


Qual a imagem que você tem de um alcoólatra ? Aquele tiozinho bêbado, que fica em frente ao boteco tomando a sua branquinha às 07:00 horas da manhã ? Ou a tiazinha da rua que vai te pedir R$ 1,00 pra "comprar pão" ? Tudo muito distante da sua realidade ? Tenha certeza que não ? Considerada a MAIOR DOENÇA SOCIAL DESTE TEMPO, o alcoolismo atinge cerca de 10% da população mundial, seja rico, pobre, negro, branco, magro, gordo, jovem, velho..."É uma DOENÇA,  progressiva, incúravel e FATAL", resume Nilo, membro do AA  (Alcoólicos Anônimos, uma irmandade composta por cerca de 2 milhões de alcoólicos, em recuperação, em aproximadamente 150 países). E pode começar na brincadeira, nas memoráveis bebedeiras com os amigos, nas baladas...Afinal, ninguém nasce alcoólatra, ninguém acorda num belo dia e pensa: A partir de amanhã,  vou virar um alcoólatra, vou beber todos os dias, inclusive de manhã, vou perder amigos,  familia, emprego..."A evolução da dependência é insidiosa, quase imperceptível para quem bebe", explica Dr. José Antonio Ribeiro Silva, médico especialista em dependência química. Foi abandonado pela esposa , família e amigos por causa do álcool. Mais tarde, apoiado pela esposa (que a essa altura do campeonato já tinha se separado dele), Luiz Antonio procurou uma Associação Antialcoólica e depois de algumas reuniões decidiu lutar contra a DOENÇA. Hoje não pode colocar uma gota sequer de bebida na boca. " O ALCOOLISMO NÃO TEM CURA, estou em recuperação, minha doença está estacionada. Nunca mais poderei beber. Não existe só um gole para um alcoolista...Estamos em tratamento para o resto da vida...", conta Luis Antônio. Em suma o alcoolismo não é um vício, é uma doença que qualquer pessoa pode desenvolver , tenha ela a idade que for. Fatores genéticos, que são passados de geração para geração, é um agravante sim, mas os hábitos também podem ser determinantes, dependendo da pré-disposição de cada um. "Uma pessoa que adquire o hábito de beber vai desencadear aquela série de etapas que envolvem a dependência física e psicológica do álcool. A frequência do "beber" produz o aumento da tolerância ao álcool, ou seja, a pessoa passa a consumir volumes crescentes da bebida para ter os mesmos efeitos", explica o Dr. Alexandre Dietrich. "O organismo passa a necessitar de doses alcoólicas para realizar as funções cotidianas, e a pessoa passa a não se sentir bem sem o álcool", completa o médico. Mas como não confundir alcoolismo com o simples prazer de beber ? "Quando algo começa a ser necessário, fundamental e indispensável, acredito que não seja mais prazeroso", responde o membro do AA. A grosso modo, diz-se que uma pessoa que não consegue passar um dia sem consumir álcool é considerada dependente. A fim de ajudar as pessoas a se decidirem se têm algum problema com o álcool, o AA elaborou um questionário de 12 perguntas sobre a maneira de beber e seus efeitos na vida cotidiana. Dependendo do número de "sim" respondidos, a pessoa pode ter claras tendências para o alcoolismo ou até mesmo já ser um. Segundo o Dr. Alexandre Dietrich, é dificil definir um comportamento típico de um alcoolista (alcoolista e alcoólatra têm o mesmo significado), mas a OMS ( Organização Mundial da Saúde), adota alguns critérios para a determinação da síndrome de dependência do álcool, como o aumento da tolerância (necessita de doses progressivamente maiores para o mesmo efeito desejado), e sintomas repetidos de abstinência (ocorrem sempre que há interrupção do consumo). "Suores e tremores das mãos, coração acelerado, náuseas, etc... já caracterizam a síndrome de abstinência que melhora com o uso da própria bebida", afirma o Dr. José Antonio. O alcoolismo é caracterizado pela perda da liberdade da decisão sobre o ato de beber. Se você acha que pode ter problemas relacionados ao álcool,  faça o questionário do AA honestamente. Não existe tratamento eficaz enquanto a pessoa não reconhecer a própria DOENÇA. Os métodos clínicos incluem drogas que provocam aversão ao álcool, mas o sucesso dos tratamentos depende muito da decisão de largar a bebida. Além do AA, existem outras entidades de apoio que oferecem auxílio psicológico no tratamento da doença, como o NA (Narcóticos Anônimos), além do Al Anon, que oferece ajuda a familiares e amigos de alcoólicos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário