09 maio 2011

Alcoolismo na Familia

ALCOOLISMO NA FAMILIA : QUE FAZER ?


Se tens amigos, vizinhos ou colegas do trabalho que sofrem por problemas ligados ao álcool, já se apercebeu, com certeza da gravidade das suas dificuldades. O alcoolismo não atinge unicamente as pessoas dependentes do álcool, mas tem também repercussões na família, no seu conjunto, nas relações profissionais e privadas, assim como na sociedade em geral. Há em Portugal cerca de 600.000 dependentes do álcool, e relacionados com estes,  haverá cerca de 2.400.000 pessoas que vivem directa ou indirectamente as consequências da doença alcoólica. Mas há, no entanto, soluções meios e pessoas que poderão ajudar os doentes alcoólicos e as suas familias a sair dos seus problemas e reencontrar a esperança para todos. O processo de resolução deste problema é constituido por 3 etapas :


INFORMAÇÃO SOBRE A DOENÇA ALCOÓLICA
O que é o Alcoolismo ?


A coisa mais importante a saber : O alcoolismo não é uma fraquesa de caráter, nem um vicio, mas sim uma DOENÇA. O alcoolismo é caracterizado por uma dependência do álcool  (etanol), do ponto de vista físico e psíquico. O individuo dependente perdeu a liberdade de se abster no consumo de bebidas alcoólicas, não conseguindo controlar o seu consumo; a necessidade de beber ocupa os seus pensamentos, modificando o seu comportamento. Considera-se que se trata de uma doença complexa, em que as causa são múltiplas :
- no meio circundante : a nível social e a nível cultural;
- no indivíduo              : no plano biológico genético e psicológico.
A dependência do álcool conduz à uma necessidade fisíca de beber, provocada pela falta de álcool. A isto bem juntar-se a necessidade psicológica de consumir: o indivíduo dependente tem a idéia de não conseguir viver sem álcool. 


UMA DOENÇA QUE AFECTA TODA A FAMILIA NO SEU CONJUNTO


O problema do alcoolismo não diz respeito somente à pessoa que consome bebidas alcoólicas. Os membros da sua familia, as pessoas mais próximas, são particularmente atingidas no plano afetivo e no seu quotidiano, sentido-se tão desamparados como o doente alcoólico. A dependência atinge toda a família, divide-a e isola-a do resto do mundo. Os sentimentos, os pensamentos e os comportamentos de cada membro da família são dirigidos para o consumo de bebidas alcoólicas pelo familiar dependente. O alcoolismo é portanto, mais que um problema individual, a medida em que atinge a família no seu conjunto. Considera-se muitas vezes " doença do sistema familiar ": uma vez que cada uma está envolvido, quer no processo de desenvolvimento do problema, quer na sua resolução. Para se sair da dependência do álcool, é preciso aprender a conhecer esta DOENÇA  e desfazer mitos, falsos conceitos e idéias pré-concebidas. 


A MODERAÇÃO


Muitos dos consumidores  sentem imediatamente efeitos agradáveis logo que ingerem bebidas alcoólicas : prazer, desibinição e conviabilidade. No entanto a maior parte das pessoas que as consomem com moderação conseguem-no fazer deste modo durante toda a vida. Para se beber sem perigo é indispensável a moderação. Consumir moderadamente é beber de modo a não ter problemas, nem os criar nos outros. Mas o álcool é uma droga que atua de maneiras diferentes, de indivíduo para indivíduo. Em certas situações e em certas pessoas, uma pequena quantidade de álcool basta para fazer desequilibrar no sentido da dependência. 


COMO É CRIADA A DEPENDÊNCIA ?


A dependência física e psíquica caracterizam a doença alcoólica. Esta dependência só fica claramente visível quando se instala. Conhecer as diferentes etapas da doença pode ajudar a família a melhor compreender  o que é o alcoolismo e tornar eficaz a ajuda a prestar ao doente e a ela própria.


CONSUMO DE RISCO 


Por razões diversas certas pessoas perdem o controle do consumo de álcool. Eles encontram no álcool efeitos tão particulares e vantagens tão importantes de ponto de vista psíquico e/ou social, que não conseguem prescindir dele. Daí resulta num consumo de risco. De fato o organismo habitua-se ao efeito do álcool, assim como a vida social ; muitas vezes arranjam inúmeros pretextos para beber em sociedade. 


CONSUMO PROBLEMÁTICO 


Quanto mais o álcool influenciar a vida do consumidor , mais facilmente se instalará a dependência. A toler|ância aumenta, e ele bebe cada vez mais para sentir os seus efeitos. Vai-se afastando pouco à pouco dos outros e começa a perder interesse pelas coisas. Bebe diariamente, muitas vezes às escondidas e luta para controlar o consumo. Alguns tentam definir os seus limites e conseguem deste modo viver alguns períodos de abstinência. Infelizmente esses períodos são geralmente de curta duração. Nesta fase o consumo começa a influenciar negativamente a vida do indivíduo, as suas responsabilidades e o seu ambiente familiar  e profissional. Há assim um sério risco de alcoolismo. 


A DEPENDÊNCIA


O álcool domina a vida do indivíduo que se tornou totalmente dependente do álcool. Nesses casos bebe, para não sentir os efeitos da sua falta; o seu organismo tem necessidade de álcool  para funcionar "normalmente". O alcoólico perde as suas ambições, a dependência torna-o inseguro. As suas faculdades intelectuais diminuem, e tem medos não habituais, tornando-se desconfiado e retraído. A família sofre também as consequências dessa mudança. 


COMO ATUA O ÁLCOOL NO ORGANISMO


O abuso do álcool, com o decorrer dos anos, vai causando inúmeros desgastes na saúde. O álcool é um tóxico para o organismo, destruindo as células. Grandes doses, bebidas durante um longo período de tempo podem danificar a maior parte dos orgãos vitais . A dependência instala-se de modo lento e insidioso. Ela pode, mesmo antes de ser reconhecida, ter já causado inúmeros danos, e até provocar em alguns casos, à MORTE. Esta degradação do corpo é felizmente REVERSÍVEL, ou pelo menos controlável, se o indivíduo parar de beber.


OS PRIMEIROS SINAIS 


O cérebro é o orgão mais vulnerável : a percepção, a coordenação e as funções motoras deterioram-se. O indivíduo pode perder a memória. 


SINAL DE ALARME 


Um alcoolismo de longa duração afeta o cérebro, o fígado, o coração e o pâncreas; aumenta o risco de cancro, e atinge também o sistema imunitário : as defesas orgânicas diminuem, tornando o indivíduo vulnerável a doenças graves. 


ESTADO DE CRISE


Graves lesões orgânicas, cancro, doenças infecciosas, acidentes e suicídios podem conduzir a uma morte prematura. 


A NEGAÇÃO


As pessoas alcoólicas tem uma constante necessidade de justificar os seus excessos relativamente às bebidas. Desenvolvem um mecanismo de defesa, a negação, que lhes permite ignorar que se tornaram dependentes do álcool. Podem assim afirmar que não tem problemas com as consequências desse consumo. A negação é uma forma de esconder o problema a sì próprio e aos outros. Com efeito ele faz batota da realidade. É por isso que se ouve dizer que "...os alcoólicos são mentirosos". A negação é uma atitude muito comum, mesmo admitindo a existência de um problema, os alcoólicos atribuem a causa a tudo, menos ao consumo de álcool.  Por exemplo : "tenho problemas com o meu chefe, mas é porque ele não gosta de mim...". Eles confundem muitas vezes a causa e as consequências :"...se nós não discutissemos tanto, eu beberia menos...", assim, enquanto o alcoólico encontrar desculpas para continuar a beber, ele não conseguirá abordar o seu verdadeiro problema.


FALSOS CONCEITOS SOBRE O ÁLCOOL E O ALCOOLISMO 


A maior parte das pessoas têm uma representação do alcoolismo que não corresponde à realidade. Estes mitos e falsas idéias impedem uma melhor compreensão sobre a doença alcoólica e o seio da família, entre amigos e no meio laboral. 


OS ALCOÓLICOS DIZEM : 


"...mas eu bebo apenas cerveja ".
A cerveja também tem álcool. Numa cerveja de 33cl, há tanto álcool como num copo de vinho, ou num cálice de aguardente.
"...mas eu tenho um bom emprego ". A maioria dos alcoólicos estão ainda inseridos profissionalmente, sejam eles, trabalhadores, quadros técnicos ou independentes. Um bom local de trabalho não impede os problemas com o álcool. 




A FAMILIA PENSA :


"...mas é uma pessoa tão simpática..." Muitos alcoólicos são simpáticos e agradáveis. Não existe uma personalidade alcoólica. 
" mas o nosso lar é tão afetuoso ". Durante muito tempo os alcoólicos mantêm o equilibrio familiar.
" mas ele quase nunca se embriaga ". São raros os alcoólicos que se embriagam. Eles bebem apenas o necessários para se sentirem bem. 


NO TRABALHO OUVE-SE : 


" Mas ele é tão inteligente para ser alcoólico ". Não há qualquer ligação entre o quotidiano e a doença alcoólica. 
" Mas eu nunca o ví embriagado ". As pessoas dependentes do álcool conseguem muitas vezes esconder dos seus colegas e chefias as suas alcoolizações. 
"...mas ele vem trabalhar todos os dias...". Muitos alcoólicos são assíduos ao trabalho, chegando mesmo a dar a entender  que estão em forma, e a dissimular a sua grande apetência para as bebidas. 


A SOCIEDADE DECRETA


"... mas é um vadio...". A maior parte dos dependentes do álcool é gente normal e respeitável. Só um pequeno número acaba na rua. 
"...mas ele não ter ar de alcoólico..." Não há um fáceis alcoólico, e quando existe, muitas vezes é bem disfarçado pelo alcoólico, para não chamar a atenção. 
"...mas ele é de tão boas famílias...". A doença alcoólica afeta qualquer pessoa, qualquer que seja o extrato social, familiar ou economico.


CONHECER E COMPREENDER OS PAPÉIS DE CADA UM 


O meio familiar é um meio importante da doença alcoólica, porque os diferentes papéis de cada membro pode influenciar de maneira determinante a evolução da DOENÇA. Por à pessoa dependente e/ou para tornar a sua vida mais suportável, os familiares adotam comportamentos que na maioria das vezes mantêm o problema e por vezes até o acentuam. Logo que se torna conciência do papel que cada um desempenha no mecanismo de dependência, os familiares podem então reagir, modificar as suas atitudes e distanciarem-se. Nesse sentido, a família terá a possibilidade de influenciar positivamente a evolução da dependência. 


COMO REAGE A FAMÍLIA


A maneira de viver do alcoólico afeta a sí próprio e a familia. As tensões e a insegurança ocasionadas pelo seu comportamento, influenciam todos e deterioram o ambiente familiar. 
dúvidas, desconfianças
Muitos membros da familia desconfiam do doente alcoólico. Isto leva a numerosos confrontos e conflitos, independentemente do fato de se beber ou não. Estas desconfianças permanentes são desmoralizadoras. 
insegurança
Os doentes alcoólicos são frequentemente negligentes no que diz respeito às responsabilidades familiares e sentimentos para com à familia. O seu comportamento põe também em risco, o emprego e a economia familar. Este fato é causa de grande insegurança. 
medo
Uma familia que luta com dificuldades imprevisiveis, vive um clima de stress e de medo. Medo que o DOENTE regresse à noite, de novo embriagado, arriscando-se a um acidente de condução ou irritado e violento. Medo de que a familia se divida. 
sentimentos de culpa
A família sente-se por vezes responsável pela alcoolização do DOENTE. Cada um pensa secretamente que " se eu fosse simpático, mais calmo para com ele, ele beberia seguramente menos...".
desilusão
As pessoas alcoólicas não são capazes de cumprirem as suas promessas. Assim, também a família não se ilude, não esperando outra coisa do DOENTE. 
solidão, isolamento
A lei do silêncio impõe a família não se pronunciar em conjunto, acerca do problema do álcool. A comunicação fica perturbada e cada um fica sózinho face às suas angústias. 
vergonha
O sentimento de vergonha leva à família a evitar oa lugares onde possam ser vistos com o familiar alcoólico, este pode, de fato, ter um comportamento vexante sempre que bebe, o que perturba profundamente a sua família. Esta vergonha vai também impedir à procura de ajuda no exterior.
cólera, rancor
Os DOENTES alcoólicos exigem demasiado das suas famílias: paciência, coragem e persistência. A cólera, a frustração e rancor aparecem. A unidade da família está em perigo.
sofrimento, dor
É particularmente doloroso para os familiares, ver quem amam, modificar-se por causa do álcool. Mais ainda, se os esforços para o ajudarem, as conversas havidas não tiverem qualquer efeito, levando ao afastamento. 
QUE PAPEL CABE A CADA UM ?


A dependência desenvolve-se de forma dissimulada. Os familiares adotam muitas vezes papéis que acentuam, ainda que involuntariamente este fenómeno. Estes papéis são muitas vezes uma adaptação inconsciente da família a uma situação demasiadamente pesada. Eles trazem todos, benefícios a curto prazo. Mas a longo prazo, prolongam e reforçam os comportamentos de dependência, é por isso que é importante reconhecer estes papéis, a fim de os poder  ultrapassar. O sistema familiar pode assim reencontrar, com muita paciência e persistência, a sua serenidade. Os papéis mais observados na família  onde à problemas ligados ao álcool, estão descritos abaixo, no masculino, mas tanto podem ser adotados por homens como por mulheres.


PROCURAR AJUDA, FORA DO MEIO FAMILIAR
O ALCOOLISMO  É ULTRAPASSÁVEL :


Cada pessoa pode modificar alguma coisa na sua própria vida para não sofrer todas as consequências desta DOENÇA. Os membros de uma família comparados com o problema devem primeiro aprender a libertar-se da pressão em que vivem e tornarem-se independentes do alcoólico, pois ao tornarem-se independentes os membros da família preparam-se para ajudar de uma forma mais efetiva. Assim, o processo de ajuda não começa por proibir ou impedir, mas pela tomada de consciência do poder que o álcool  representa sobre seu próprio comportamento e pela necessária libertação. O passo não é fácil de dar, por isso necessitam de um suporte e de uma ajuda, que deve ser procurada fora da família. O distanciamento fará à mudança possível, mais ela não implica que se retire o afeto à pessoa alcoólica. Existem numerosos organismos de aconselhamentos e grupos de auto-ajuda que podem acompanhar e aconselhar o alcoólico da família, pois sair da dependência uma maneira de pensar e de agir. 
onde encontrar ajuda e orientação
Um primeiro passo importante, consiste em procurar ajuda fora do sistema familiar. A familia tem necessidade de ajudar por parte de pessoas que conhecem bem o alcoolismo e todas as consequências dessa DOENÇA.
o defensor
O defensor insinua-se muitas vezes na vida do alcoólico para o ajudar. Se um indíviduo alcoólico é incapaz de trabalhar ou de cumprir  uma obrigação, o defensor estará lá para justificar a sua ausência e para o substituir no seu trabalho. Estas atitudes vão ajudar  a proteger o alcoólico das consequências desagradáveis. 
o protetor
O protetor assume tudo para que o alcoólico não seja responsabilizado. Neste caso também é reforçado o comportamento abusivo do alcoólico. 
o revoltado
O revoltado tenta, por uma condulta inadaptada, desviar a atenção da família para outros aspectos que não o problema ligado ao álcool. Assim as crianças sentem-se prisioneiros desta situação familiar, podendo reagir com maus resultados  escolares, com agressividade ou outros comportamentos excessivos. 
o herói 
O herói tenta desviar a atenção do problema com o álcool, adotando um comportamento exemplar. Ele espera secretamente que esta atitude ajude o alcoólico a deixar de beber. 
o acusador
O acusador atribui ao álcool a causa de todos os problemas famíliares. O alcoólico torna-se o principal alvo, o que vai reforçar a raiva e a impotência da pessoa dependente, dando-lhe novas razões para beber. 
o passivo, fechado em si próprio
O passivo é apático para se distanciar e se proteger da dor e da culpa. Esta indiferença é um mecanismo de defesa muito profundo, que não significa em caso nenhum, um desinteresse pelo DOENTE alcoólico. A pessoa passiva sofre interiormente, recusando-se a confrontar-se  com o problema do álcool e suas consequências.
conseguir
Conhecer as atitudes que sustentam a dependência. Os familiares que se deixam manipular  pelo comportamento de um bebedor , tornam-se eles próprios parte integrante do problema. Indiretamente eles mantêm o abuso do álcool da pessoa em causa e deterioram a sua própria qualidade de vida. Tudo isso impede a resolução do problema. 
reforços
Certos membros da família não suportam ver sofrer o alcoólico e reagem com atitudes que paradoxalmente mantêm a dependência. Estes comportamentos provêm frequentemente das pessoas 
afetivamente mais próximas do DOENTE  - o cônjuge, um filho, amigos, colegas de trabalho. Todos podem adotar inconcientemente e durante muito tempo tal atitude. 
não responder as próprias necessidades
A força de se ocuparem das dificuldades do alcoólico, os membros da familia não podem viver uma vida normal e não respondem mais às suas dificuldades, sem o querer, são os alcoólicos que terão o poder de comandar as suas vidas. 
andar em circulo
Assim durante o longo tempo que o sistema familiar foi dominado pelo álcool ficará preso num círculo vicioso. O grande consumo da pessoa dependente vai induzir no seu meio familiar comportamentos que ao seu tempo incitarão o alcoólico a beber  ainda mais. Só as pessoas exteriores a este sistema familiar  poderão quebrar este círculo vicioso.
CONSEGUIR : 
adotando novos comportamentos 
Em geral, o primeiro passo para conseguir a resolução de um problema familiar lígado ao álcool, não consiste em modificar as atitudes dos outros membros da família. Centrando-se nas suas próprias necessidades, recusando o apoio às alcoolizações, procurando suporte externo, a família porá em marcha o processo de remissão. Para isso é necesário estar determinado em se distanciar das atitudes do alcoólico e de se interessar por sí próprio. 
cada um é responsável pelo seus atos
Logo que a família deixa de proteger o alcoólico do abuso que ele não controla, dos excessos e das eventuais abstinência, ele passa a desculpabilizar-se e atribui à pessoa em causa a inteira responsabilidade de seus atos. Porque cada um faz a sua vida e deve ser livre para o fazer. A familia pode, por isso, legitimamente distanciar-se do alcoólico para não se sentir responsável pela sua dependência. Assim todos ganham eu autonômia. 
concentrar-se nas suas próprias necessidades
Logo que a família deixa de ser influenciada pela doença alcoólica, começam então a resolução de uma parte do problema. Dando prioridade as necessidades de cada um, os membros da família, dão um passo decisivo em direção a uma vida mais livre e de melhor qualidade. Só se pode ajudar o outro quando se é forte e equilibrado. 
quebrar o círculo vicioso
Reconhecer que existe um problema de álcool na sua família e que o problema diz respeito a cada um, permite falar das dificuldades sentidas, tanto no exterior, como no interior. Quebra-se assim, para cada pessoa, a "lei do silêncio" que fazia do problema um tabú. Agir e querer mudar as coisas, não é facil. Ajuda, suporte e compreensão vindas do exterior, serão mais uma vez de grande utilidade. 
quem pode ajudar a família do alcoólico
Logo que os membros da família se sintam preparados para aceitar a ajuda exterior, eles compreenderão que não são os únicos a ter este tipo de problema. Muitas outras pessoas estão confrontadas com as mesmas dificuldades. Assim, à familia terá a sua disposição apoios que não são de desprezar. Grupos de auto-ajuda, serviços especializados, etc...
o tratamento 
Significa parar totalmente o consumo de bebidas alcoólicas. Esta paragem não pode ser  progressiva, mais imediata. Uma vez abstinente , há medicamentos especificos eficazes para ajudar o DOENTE a ultrapassar  sem sofrimento à síndrome da abstinência daí resultante. 
Este estado de abstinência, pode, por vezes, trazer riscos para à saúde , e por isso é necessário um acompanhamento médico efetivo. Por isso se efetua tratamento em hospitais ou clínicas especializadas. Contudo, é possivel efetuar este tratamento em regime ambulatório. O tratamento de desintoxicação física é apenas uma das etapas no sentido da recuperação. O doente deverá aprender à viver sem álcool, uma vez que a dependência o impede de voltar a beber, mesmo que moderamente. 


GRUPOS DE AJUDA


Os grupos de auto-ajuda reúnem pessoas que vivem uma dificuldade comum e se entre ajudam para a ultrapassar. Nestes casos, mantêr a abstinência é a maior  dificuldade. A participação regular em reuniões de tais grupos é uma forma corrente de tratamento. Os grupos estão sempre disponiveis para as pessoas que tenham problemas de álcool, e que procurem quem os ouça e quem os ajude. Estes grupos (Alcoólicos Anônimos, Alcoólicos Tratados, etc...), tal como as instituições  especializadas, oferecem este tipo de apoio.
médico de família
O médico de família é um profissional importante para a abordagem dos problemas ligados ao álcool no seio da família. A relação de confiança entre o médico e o seu paciente facilitará induscitivelmente a abordagem do problema da dependência, quer física, quer psíquica. O médico de família pode dar informações necessárias sobre a DOENÇA, falando com o seu paciente procurando soluções realistas. Pode de acordo com as necessidades, propor locais de tratamento e tratamentos especializados. 
tratamento ambulatório
O tratamento ambulatório permite abordar o problema sem interromper  a atividade da vida profissional. Para isso, o DOENTE deve encontrar-se regularmente com o terapeuta ou com o técnico de serviço social, mantendo as atividades quotidianas habituais.
tratamento em regime de internamento
O internamento destina-se a pessoas dependêntes que tem necessidade de tempo para efetuar o tratamento físico e restabelecer  o equilíbrio psicológico sem álcool. Regra geral dura de 2 à 4 semanas, e são efetuados em instituições especializadas, ou em clínicas. Em princípio é aconselhado posteriormente um seguimento regular em regime ambulatório durante  1 ou 2 anos. A maior parte dos tratamentos da DOENÇA alcoólica propõe a participação do cônjuge ou da família no processo de recuperação do sistema familiar. 
a esperança existe
Muitos alcoólicos mantêm a abstinência alcoólica após o tratamento. A recuperação é um processo lento, é preciso tempo, para que sejam visíveis as modificações. O alcoolismo é uma doença crón ica, por isso a recaída pode surgir  em qualquer momento. A recaída não deve ser considerada como um insucesso, uma fraquesa da pessoa, mas como um sinal de que as dificuldades ainda não estão totalmente ultrapassadas e de que o indíviduo não poderá recorrer ao álcool para as resolver. É neste momento que o DOENTE alcoólico tem necessidade de suporte para  encontrar a sobriedade. Neste âmbito são essenciais os programas de acompanhamento em regime ambulatório e pós-cura, bem como a preciosa intervenção dos grupos de auto-ajuda. É com a ajuda e suporte de pessoas exteriores à família, com muita paciência, compreensão e perseverança recíproca, que o DOENTE alcoólico e a sua família tomam consciência dos seus problemas pessoais e das suas necessidades. Só assim admitirão os seus próprios limites de forma a poderem encontrar o seu caminho e ultrapassar esta crise dolorosa, aspirando a uma existência mais feliz na sociedade. 


                                           CONCLUSÃO
Na abordagem deste tema facilmente nos apercebemos de três elementos : o álcool, alcoólico e a família, que estão intimamente relacionados. o abuso de álcool provoca alterações não só no indíviduo mas também em tudo que o rodeia, família e amigos. é importante salientar que o alcoolismo não é um vício mas sim uma DOENÇA. este é um problema que afeta todas as camadas sociais, desde pobre vagabundo à familia mais rica. facilmente se fica dependente do álcool mais é dificil de se libertar. existem contudo várias instituições que podem ajudar a família alcoólica, a recuperar desta doença. nunca nenhum alcoólico se culpa por beber, este culpa sempre os outros. não assume que tem uma doença e foge sempre a razão. vai envolvendo tudo, deixa de se interessar pelas coisas e pensa unicamente no seu companheiro que o compreende e ouve sem repreender, a sua querida garrafa, onde ele apaga todas as suas mágoas. deparamo-nos também, com o problema da violência familiar que nestes últimos anos têm aumentado sensívelmente nas crianças e mulheres sendo ás vítimas. os maiores problemas de violência são devido ao abuso de álcool. 





























Um comentário:

  1. OLÁ

    É OTIMO QUANDO O ALCOOLICO SE QUER TRATAR MAS MEU MARIDO NÃO ESTÁ CONSEGUINDO PARAR DE BEBER JÁ ESTEVE UM ANO SEM BEBER FICOU NO DESEMPREGO E NÃO SE SENTE MOTIVADO PARA O TRATAMENTO AGORA ATÉ DIZ QUE NÃO É ALCOOLICO MAS ESTÁ FICANDO INSUPORTÁVEL CONVIVER COM ELE LER ESTE ARTIGO ME AJUDOU UM POUCO VOU PÔR EM PRÁTICA ALGUMAS COISAS DO QUE LI GRATA POR A POSTAGEM

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