06 junho 2011

Armadilhas do alcoolismo

As armadilhas do ALCOOLISMO
No fim de tarde os bares de todo o País ficam lotados e, entre um papo e outro, rola uma bebida. Se não tomarmos cuidado, esse pode ser o início de um problema

O alcoolismo já é a terceira doença de maior incidência entre os brasileiros - só fica atrás dos males do coração e do câncer, sendo que o álcool faz mal ao coração e tumores (e outras doenças degenerativas) são acelerados com o consumo de álcool. Foi o que concluiu o estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizado no ano 2000. Segundo o levantamento, o consumo de álcool é responsável por perto de 6% de todas as mortes de homens no mundo inteiro e de quase 1% de mulheres.
O álcool é, disparado, a principal substância psicoativa que existe. A grande responsável por isso é a imensa variedade de bebidas alcoólicas à disposição em qualquer parte do planeta. O Brasil, por exemplo, é o primeiro lugar do mundo no consumo de destilados de cana-de-açúcar e o quinto maior produtor de cerveja.
O Ministério da Saúde calcula que existem mais de 12 milhões de brasileiros dependentes de álcool. Esse número assustador fez a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) pesquisar mais profundamente os hábitos etílicos da população. Os dados revelam que se começa a beber cada vez mais cedo. A idade do primeiro gole de álcool caiu de 16 para os 14 anos. Apesar de crescer com maior vigor entre adolescentes, os indíces também demonstram que não há uma faixa etária dominante. Nem classe social. As famílias do sertão do Nordeste sofrem os mesmos problemas daquelas que vivem nos grandes centros urbanos. A diferença está na oportunidade que alguns têm para se tratar e outros, não.
OS EFEITOS DA BEBIDA
O uso abusivo de álcool é um fator de risco para várias doenças
Diminuição das funções cerebrais:consumido por muito tempo, o álcool prova danos à memória, como esquecimento de fatos recentes. Na dependência, é comum a dificuldade de aprendizagem e concentração.
Câncer: a bebida inflama a parede que reveste o estômago, e o pâncreas, e aumenta as chances de surgir tumores malignos nesses órgãos.
Males cardíacos: o uso freqüente provoca lesão no miocárdio, uma estrutura muscular. Isso pode gerar alterações no ritmo dos batimentos. Há chances de parada cardíaca.
Cirrose: o álcool mata as células do fígado. A agressão crônica causa lesão séria no órgão. Se a situação evoluir, pode surgir um tumor.
Na gravidez: não se conhece ainda qual o limite de álcool permitido nesse período. Assim, os especialistas não recomendam beber na gestação. As grávidas dependentes podem ter bebês com dificuldades motoras.
Impotência: o consumo excessivo prejudica o sistema nervoso central e causa depressão, diminuição e perda da função sexual.d


Nenhum comentário:

Postar um comentário