23 agosto 2011

Alcoolismo é Doença não Opção !

Vença a batalha contra o alcoolismo
Responsável por mais de 350 doenças, o álcool traz sérios problemas para 10% da população. O primeiro passo para superá-lo é reconhecer a dependência.


É doença, não opção 
Durante muito tempo, o alcoolismo foi considerado uma dificuldade de ordem moral. O dependente era alguém de vontade fraca, a quem faltava determinação ou caráter para abandonar o vício. As pesquisas revelaram, porém, que a dependência apresenta um quadro clínico bem definido e que a pessoa não tem liberdade de optar entre beber ou não quando se torna alcoólatra. A partir daí, o problema passou a ser encarado não mais como uma questão de escolha, mas como condição patológica, sendo incluído na Classificação Internacional das Doenças da OMS.
Não é fácil distinguir entre o alcoólatra e a pessoa que bebe eventualmente ou muito e apresenta problemas relacionados ao consumo de álcool sem ser viciado. Existem sinais, no entanto, que indicam quando há o risco de dependência. Conheça alguns:
Ter dificuldade de moderar o consumo. 
Persistir no uso do álcool apesar das conseqüências negativas.
Abandonar outros interesses e atividades em favor da bebida. 
Apresentar a síndrome de abstinência, caracterizada por um conjunto de sintomas (ansiedade, insônia, tremores, náuseas, irritabilidade, vômitos, dor de cabeça, pesadelos) que só desaparecem quando se volta a beber.
Ninguém nasce predestinado ao alcoolismo. A maior ou menor chance de tornar-se dependente é determinada por uma combinação de fatores:
Biológicos: a predisposição genética é importante no desenvolvimento da dependência, mas os especialistas garantem que ela por si só não é capaz de condenar ao alcoolismo. É inegável que o estímulo prazeroso que a bebida provoca em certas regiões do cérebro também pode levar ao abuso. 
Psicológicos: indivíduos muito ansiosos, depressivos, tímidos ou com dificuldades de auto-estima têm maior tendência de utilizar a bebida como uma 'muleta emocional'.
Ambientais: incluem as experiências familiares, a fase da vida em que se está e o ritual que cerca o ato de beber.

Um comentário:

  1. Alcoolismo pode ser opção, por fraqueza sim, veja:

    "É muito comum a história das famílias que acusam o parente alcoólatra de vagabundo e o médico que o defende como vítima. Na verdade só agora podemos saber quem está com a razão.

    Agora ficou mais fácil diferenciar o alcoólatra impotente perante seu vício daquele que simplesmente não quer abandonar o prazer da embriaguez.

    O paciente que se nega a tratar-se por perceber que a naltrexona abole o prazer é o alcoólatra por opção; aquele que adere ao tratamento era a vítima do vício. "

    (http://www.psicosite.com.br/tex/drg/alc009.htm)

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