10 agosto 2011

Alcoolismo - Pancreatite


É uma inflamação aguda do pâncreas que pode variar em sua apresentação desde leve a letal. A principal característica da doença é dor abdominal intensa, geralmente, de início súbito, que se estende até as costas.
As mulheres apresentam pancreatite aguda causada por cálculos biliares cerca de uma vez e meia mais freqüentemente que os homens. Já os homens são acometidos pela pancreatite alcoólica seis vezes mais que as mulheres.

CAUSA/FATOR DE RISCO

pancreatite aguda não é uma doença transmissível. Nos casos gerados por cálculos biliares, o que causa a inflamação no pâncreas é a obstrução do ducto pancreático, por exemplo, por um cálculo biliar, que interrompe o fluxo pancreático.
Geralmente, a obstrução é temporária e causa dano limitado, que é logo reparado. Porém, a obstrução pode persistir, ocorrendo um acúmulo das enzimas ativadas no pâncreas, causando uma grave inflamação.
Os cálculos biliares e o alcoolismo são responsáveis por, aproximadamente, 80% das internações hospitalares devidas à pancreatite aguda.

SINAIS E SINTOMAS

O primeiro sintoma da pancreatite aguda é a dor intensa no meio do abdômen, freqüentemente 12 a 24 horas após um excesso de ingestão alimentar ou de bebida alcoólica. A dor irradia para as costas e piora ao caminhar ou deitar. A posição sentada ereta e a inclinação para frente podem aliviar a dor. É comum o paciente com pancreatite sentir náusea seguida de vômito, muitas vezes chegando a apresentar vômito seco, ou seja, sem eliminação de qualquer conteúdo. Alguns podem não ter nenhum sintoma.
No inicio a temperatura corpórea pode ser normal, mas ela pode aumentar em algumas horas. A pressão arterial tende a cair quando o paciente fica de pé, podendo provocar desmaio.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O médico suspeita de pancreatite aguda quando o paciente apresenta dor abdominal intensa e principalmente, sofre de colecistopatia (doença da vesícula biliar) ou abusa do consumo de álcool. Para confirmar a doença o médico observa a rigidez da musculatura abdominal e com o auxilio do estetoscópio, verifica se há redução dos ruídos intestinais.
Além do exame clínico, alguns exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico: dosagem de cálcio no sangue, teste de glicose e amilase do sangue, hemograma completo, exame de urina, entre outros.
O médico também pode solicitar radiografia do abdômen e tórax para confirmar se os sintomas são causados pela pancreatite ou por outros problemas com sintomas semelhantes. Outros testes de imagem podem ser solicitados para descobrir mudanças no tamanho do pâncreas.
Cerca de 80% dos doentes tem evolução favorável e o problema pode ser resolvido em poucos dias ou uma semana.
O paciente com pancreatite aguda leve deve evitar a ingestão de alimentos e de água para diminuir a quantidade de enzimas que o pâncreas produz. Os líquidos e nutrientes são administrados ao paciente através da via intravenosa.
pancreatite aguda é considerada grave quando há infecção e necrose do pâncreas inflamado. Nesse caso, o paciente fica internado na unidade de tratamento intensivo e é realizada uma cirurgia para a retirada do material deteriorado.

PREVENÇÃO

Seguir uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, controlar o peso e evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas são medidas de prevenção da pancreatite aguda.

PANCREATITE
Na gravidez sua incidência varia de 0,01 a 0,1%, com maior incidência em multíparas,no terceiro trimestre da gravidez e no puerpério(Coblett&Michell 1972 e3 Wilkson 1973)
O pâncreas é uma glândula de secreção mista, tem função endócrina e exócrina, produzindo insulina , glucagon, suco pancreático. Anatomicamente esta dividida em 3 porções: cabeça, corpo e cauda. Pesa aproximadamente 110 gramas.

A INFLAMAÇÃO DO PÂNCREAS DENOMINADA DE PANCREATITE

A sintomatologia da pancreatite varia de paciente de acordo com o comprometimento do pâncreas que tem uma lesão leve, até uma necrose pancreática.
Para o lado anatomopatolgico, temos as formas leves, que são as mais freqüentes, até as formas necrohemorragicas.

ETIOLOGIA LITÍASE BILIAR

Pos operatório
Traumatismo
Alcoolismo
Drogas, corticoides, furosemida, tiazidicos, teteraciclinas, estrógenos, metronidazol

INFECÇÕES

Tem uma incidência de 1 a 1,5% dos casos de abdomem agudo. Quadro clinico
Dor abdominal com irradiação para as costas, vômitos, pode não haver sinais de irritação peritonial, febre, sinal de Cullen positivo.

FATORES DE RISCO PARA PANCREATITE

Alcoolismo
Colelitiase
Traumatismo abdominal
Cirurgia abdominal
Picada de escorpião
Infecção virais, caxumba, hepatite
Como critérios de avaliação o paciente com os antecedentes acima relacionados, deve ser rotulado com um quadro de abdomem agudo.
A amilase aumentada até 4 vezes o seu valor normal, porem pode estar normal, embora exista a presença da patologia
Não existe correlação entre a amilase plasmática e a gravidade da doença. A PCR esta elevada, presença de leucocitose, glicemia elevada.hipocalcemia, dosagem de uréia, creatinina, gasimetria, TGO TGP, fosfatase alcalina aumentada
A tomografia computadorizada é o padrão ouro para o diagnostico.A ultrasonografia também é utilizada pela facilidade e inocuidade do método.

DIAGNOSTICO DIFERENCIAL

Deve ser feito com os quadros de abdomem agudo, ulcera perfurada, trombose mesenterica., neoplasias do pâncreas, estomago e colon.

COMPLICAÇÕES

Hemorragias
Cisto pancreático, fleimão
Abcesso pancreático
CID
Insuficiência respiratoria

TRATAMENTO

De acordo com profissional assistente que vai avaliar as condições iniciais do paciente no momento de admissão(alcoolismo ou não) segundo os critérios de Ranson, para prognostico e futuras conduta.

PPancreatites

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