01 agosto 2011

Ernest Hemingway - Bebedeiras e suicídio


Ernest Hemingway: entre livros, aventuras bebedeiras


Ernest Hemingway foi um grande escritor. E um grande bebedor também. Começou sua vida etílica cedo, aos 19 anos, quando era repórter de um jornal em Kansas City, nos Estados Unidos. A adrenalina de ser repórter não lhe bastava, queria mais. Resolveu trabalhar como motorista de ambulância, durante a Primeira Guerra Mundial.
Feriu-se seriamente e se curou. Não aprendendo a lição, foi correspondente da Guerra Civil Espanhola (1937) e, em seguida, da Segunda Guerra Mundial. Enquanto os repórteres se escondiam das balas, ele lutava e escrevia, apesar de civil. Morou um tempo em Havana, onde ficou conhecido por bolar drinques fortes à base de rum.
Fez sucesso na Europa e Estados Unidos. Suas reportagens eram viscerais. Na escrita de seus romances, escolheu temas que o apeteciam na vida real: bebidas, brigas entre homens, sexo, touradas, pescarias e caçadas. Ernest tirava de seus cinco sentidos a inspiração. A tensão do pescador atormentado em O velho e o mar, ao que consta, foi vivida na década de 50, depois do escritor ter bebido todas em um bar, distribuído socos em quatro contrabandistas que o desafiaram e encarado, em seu diminuto barco, três dias de tempestade. Depois de ser atacado por tubarões, pescar um atum maior que sua própria estatura ele resmunga, ao retornar, que a viagem fora péssima. “A bebida acabou no segundo dia”, disse.
Dizem que gostava tanto de beber que passou a usar uísque como loção de barba. Nas touradas que freqüentava na Espanha e Portugal, costumava pular a arquibancada e ir atrás dos animais, com uma garrafa nas mãos. Era salvo sempre. Sua saúde, com tantas aventuras, ia se esfacelando. Depressivo, sobreviveu a um desastre aéreo na África. Saiu da floresta carregando um cacho de bananas e uma garrafa de gim (que conseguiu salvar antes que o avião explodisse). Ganhou o Pulitzer em 1953 e suicidou-se em 1961.

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