01 agosto 2011

Pai de Amy - Uma luta contra o álcool e outras drogas


Pai de Amy revela luta da filha contra as drogas e o álcool.

Mitch revela que procurou usuários de drogas e álcool para ajudar a filha, buscou uma vidente, freqüentou uma terapeuta e uma instituição que cuida de famílias de pessoas com problemas com álcool e drogas.



Fantástico
O pai de Amy Winehouse fala sobre a relação que tinha com a filha, o amor pela música e por Frank Sinatra e como ela começou a se envolver com as drogas.

Mitch Winehouse é um taxista aposentado de 60 anos, pai de Amy Winehouse, a cantora de 27 anos encontrada morta em Londres. Há pouco mais de um ano, uma equipe da TV inglesa gravou um documentário com ele para registrar como a família lidava com os vícios por drogas e álcool da filha famosa.
O vestido de Amy Winehouse ocupa lugar de destaque British Music Experience, que é uma espécie de museu do rock britânico. Só que o sucesso da cantora não ficou só no Reino Unido, mas se espalhou por todo mundo, com milhões de discos vendidos e vários prêmios inclusive cinco Grammys. Só que por trás dessa mulher de sucesso, de extremo talento e carisma, havia uma família devastada.

O pai de Amy, Mitch Winehouse, admitiu: Nunca podia imaginar que a sua menininha, como ele costumava chamá-la, poderia entrar no labirinto das drogas. "Só fiquei sabendo que Amy fumava maconha quando ela tinha uns 17 anos. Isso me chateou, mas eu não sou um desses caras que acha que maconha é a porta de entrada para outras drogas. Só que no caso da Amy, foi”, declarou. 


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Ao contrário das outras famílias, Mitch ainda precisava lidar com os jornais sensacionalistas ingleses que torciam contra a recuperação da filha: "Eles nunca querem saber o que está acontecendo de bom, só do que é negativo", disse.

Em março de 2009, um jornal chegou a estampar a morte de Amy na capa. Foi um golpe duro para a família. "Eu recebo telefonemas de gente me dizendo que Amy morreu. As pessoas veem a manchete e me ligam", desabafou Mitch.


Na reportagem, o jornal entrevistou Blake Fielder Civil, então marido de Amy. Para o pai dela, Blake foi o grande responsável pelo envolvimento da filha com as drogas. Ele tem uma longa ficha na polícia. Hoje, ele cumpre pena por roubo e posse de arma na Penitenciária de Leeds, depois de passar um tempo preso em Londres por agressão.

Foi na prisão de Pentonville, no norte de Londres, que Blake passou um bom tempo, enquanto ainda era casado com Amy Winehouse. Mitch nunca perdoou o genro por ter levado sua filha pelo caminho das drogas pesadas: "Blake é um mentiroso confesso. Ele fica dizendo que quer tirar Amy das drogas, mas foi ele quem transformou minha filha em uma drogada. Quem ele pensa que está enganando?”.

O pai de Amy Winehouse lembrou que só depois da separação a cantora decidiu se tratar. Em junho de 2009, ele conta que Amy foi para a Ilha de Santa Lúcia, no Mar do Caribe, para se recuperar das drogas. Sempre que podia, Mitch visitava a filha. Para o pai, a filha estava melhor, mas era sempre motivo de preocupação. "Ela teve um acidente, queimou a perna cozinhando um macarrão. É uma coisa atrás da outra”, disse.

Mesmo querendo proteger a filha o tempo todo, Mitch sabia que não dava para ela ficar se escondendo do mundo.

Mitch e Janis, a mãe de Amy, se separaram quando ela tinha 10 anos, mas eram eles que administravam os negócios da filha. "A última coisa que Amy ia lembrar seria de fazer um cheque para o jardineiro", conta o pai da cantora. 


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Mesmo com a filha no Caribe buscando se reabilitar, o casal não ficava tranqüilo. "As pessoas dizem que a gente tirou nossa filha das drogas, mas nós não conseguimos isso. Estamos lutando, fazendo o que a gente acha ser o melhor para ela", declarou Mitch. “Tentamos tirar um pouco do sentimento de culpa de dentro da gente”, completou a mãe.

“A gente não fez a coisa certa? A gente se separou, será que isso contribuiu para que ela se drogasse?”, questionou Mitch.
Em busca de respostas, o taxista chegou a procurar usuários de drogas: "Eu perguntei: ‘Vocês pensaram nos pais de vocês?’ Eles responderam: ‘Não’. E isso não quer dizer que eles não amavam os pais, mas o grande amor da vida deles eram as drogas".

Mitch procurou ajuda para ele próprio. Primeiro, de um terapeuta. "As coisas estão 100% melhores. Agora Amy está no Caribe. A transformação foi incrível, e o crédito é todo da minha filha", contou o pai.

Mas a terapeuta queria saber como ele estava. Micth explicou: "Eu me sinto em uma guerra. Sinto adrenalina correndo pelo meu corpo o tempo todo. Eu fico esperando o telefone tocar às 2h, da madrugada. Se não tocar, eu acho que está acontecendo algo".

A certa altura, Mitch estava tão preocupado com a filha que ele foi procurar ajuda de uma instituição que cuida de famílias de pessoas que tem problemas com álcool e drogas, o Focus 12.

O Chip é o diretor-executivo e se lembra bem da primeira vez que o pai de Amy foi encontrá-los: “Mitch estava preocupado, começando a perder a esperança de que a filha ia melhorar. Ele se juntou ao grupo familiar e achava que seria um bom lugar para Amy”.

Mas Chip acreditava que o pai da cantora se deixava levar pelas promessas da filha. “Eu acredito que ele tinha um problema que é comum: a negação. Ele ouvia o que queria ouvir. Quando o viciado fala que quer melhorar, é isso que os parentes querem ouvir, mas nem sempre é verdade. Às vezes, o usuário de drogas só quer manter aquelas pessoas bem longe deles”, declarou o diretor-executivo do Focus 12.

O pai de Amy contou que teve pouca experiência com drogas antes de tudo isso acontecer e que, durante uma das viagens ao Caribe para ver a filha, ficou assustado ao saber da morte de Michael Jackson. "Se pode acontecer com ele, pode acontecer com qualquer um", revelou.

Mitch contou que se sentia nervoso toda vez que visitava a filha, porque nunca sabia em que estado ia encontrá-la. "Cada vez que Amy bota uma bebida na boca, eu sinto medo", admitia. 

No parlamento inglês, o pai da cantora deu um depoimento em nome de todas as famílias que sofrem com esse problema: " Se você tem a sorte de não ter alguém viciado na sua familia, você não tem a menor idéia do que as outras familias passam ". 

Mitch chegou até a procurar a ajuda de uma vidente, uma mulher que diz ver os espíritos dos mortos. Ela disse que Amy ia ficar bem, encontrar um bom homem e ter filhos, uma família. Coisas assim o deixavam animado. 

Outra válvula de escape era a música. Mitch sempre gostou de cantar e estava nos Estados Unidos se preparando para um show quando soube da morte da filha. "Quando Amy era uma criança, ela adorava cantar comigo no carro todos aqueles clássicos de Frank Sinatra. Eu sempre amei música". 

Na festa de 59 anos de Mitch, em dezembro de 2009, pela primeira vez depois de dois anos, ele se sentia confiante em relação ao futuro. Naquele dia, Amy completava um ano longe das drogas. O pai acreditava que ela ia conseguir terminar um novo álbum. Quem sabe ela até sossegasse e se cassasse com um bom judeu, como ela, quem sabe um taxista, e tivesse um monte de filhos? 

Esta semana, durante o funeral de Amy, o pai disse que quer criar uma fundação para ajudar na reabilitação de dependentes de drogas. Na cerimônia de despedida, as últimas palavras dele foram: "Boa noite meu anjo, durma bem". 


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