24 setembro 2011

Adeus ao Alcoolismo


Adeus ao alcoolismo 


O laboratório Cristália (com sede em Itapira, São Paulo) está fabricando o Re Via, comprimido que tem como princípio ativo o cloridrato de naltrexona, capaz de inibir a sensação de prazer proporcionada pelo álcool. Em outras palavras, o medicamento é capaz de livrar do vício em bebidas alcoólicas. No momento em que a pessoa consome a bebida, o medicamento atua impedindo a liberação de dopamina e betaendorfinas no cérebro, o que faz com que ela perca o prazer e a vontade de beber. O remédio é indicado para pessoas a partir dos 16 anos que fazem uso abusivo ou são dependentes do álcool.

O Re Via é considerado o medicamento mais atualizado para o tratamento do alcoolismo. Inicialmente foi lançado nos Estados Unidos, quando a Universidade de Yale testou a droga em 104 homens e mulheres dependentes do álcool que já participavam de grupos de apoio e tratamentos psiquiátricos. Nos Estados Unidos o remédio é utilizado há 14 anos e no Brasil vem sendo fabricado desde 2005.

De acordo com a gerente médica do Laboratório Cristália, Fabiana Benites, qualquer pessoa que se julgue dependente do álcool ou que ache que o consumo de bebidas acarreta problemas pode usar o medicamento. “Tanto os chamados bebedores abusivos, que são aqueles que bebem sempre e poderiam com isso ter algum problema, como beber e dirigir por exemplo, quanto os dependentes (alcoólatras) podem fazer o tratamento, basta estar motivado”, alerta. A gerente explica que a iniciativa de recuperação da dependência deve partir do próprio paciente, orientado por um psiquiatra.

Resultados – Um estudo realizado pela Fundação Cochrame Library analisou mais de 1,8 mil pacientes que usaram o Re Via. Esse estudo, chamado de classificação sistemática, reúne todos os outros estudos feitos em todos os países que fabricam o remédio e com isso pode atestar a eficácia do produto. Os resultados da pesquisa no Brasil são animadores. As pesquisas estão em desenvolvimento, mas a previsão é de que 61% das pessoas que aderiram ao tratamento (por 80 dias) pararam de beber.

Fabiana Benites explica que os dependentes do álcool podem desenvolver doenças como gastrite e correm riscos de cirrose hepática, câncer de esôfago e de estômago e muitas vezes apresentam um quadro de depressão. Essas pessoas metabolizam mais a droga do que outras, fazendo com que as células só funcionem bem na presença do álcool. Quando não ingerem a substância passam pela crise de abstinência, que tem como sintomas insônia, irritabilidade, tremores e distúrbios neurológicos.

Recaídas – Além do tratamento com o Re Via, são recomendados para esses dependentes psicoterapia individual ou em grupo, terapia ocupacional, musicoterapia e outras formas de apoio. O medicamento também tem a capacidade de diminuir a possibildade de recaídas. O remédio é contra-indicado a pacientes que utilizam analgésicos à base de morfina, como os ministrados para aplacar a dor do câncer.






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