03 outubro 2011

Alcoolismo - Curtir um barato, pode sair caro



Curtir um “barato” acaba saindo bem caro!

fonte
Clínica Grand House

Muitos são os apelos para o consumo de substâncias químicas: euforia, desinibição, a famosa “viagem”, relaxamento e até criatividade.
Nesta viagem prometida por cada uma das drogas, paga- se um valor alto demais: a saúde. Não há, na verdade, nenhum barato nisto. E o caminho de volta, quando se consegue, traz o avesso do barato.
Nossa cultura, especialmente a ocidental, tornou-se muito estimulante ao uso de álcool e outras drogas ilícitas. Temos que estar motivados para o trabalho, devemos ter motivação para vencer, seja nos estudos ou para enfrentar os novos desafios, é indispensável estar alerta, forte, pronto para tudo. Devemos estar bem acordados para viver a vida ao máximo, tirar todo o proveito de tudo que ela puder nos oferecer. O lema do mundo estimulante é “Viva a cada segundo intensamente”.
Se alguém se sentir pressionado ou estressado, sempre é possível recorrer a uma cervejinha só para relaxar, quem sabe até fumar um cigarrinho de maconha. Ou algum lance legal só para dar um “barato”. Afinal, não vamos fazer mal a ninguém, não é mesmo? É só hoje mesmo…
Vamos estimular todo o corpo, até ele estourar. Uma “carreirinha” estimula por um tempo, o problema é que o corpo se acostuma, depois uma apenas não basta.
Uma cerveja, uma caipirinha no começo ajuda a se soltar, mas depois apenas uma é pouco. E todo caso de exagero começa sempre com um único gole ou uma única tragada  - só para dar coragem.
Quando chegamos neste ponto, em que precisamos de mais estímulos para viver porque nossa vida como é já não basta, talvez seja hora de mudar de profissão, de pessoas, de vida, de idéias.
Quem precisa de álcool ou drogas para viver costuma esquecer-se de usar camisinha, pega doenças, tem filhos que não queria, dirige embriagado e tornar-se um risco para as pessoas. E em pouco tempo fica impotente. Exatamente. Bebidas e drogas em excesso atrapalham o desempenho sexual.
O dependente, muitas vezes de bom nível cultural e econômico, acaba novamente por fazer o que jamais imaginou: roubar, se prostituir, mentir, deixar a chave da casa ou do carro no ponto de venda, perde tudo o que tem, principalmente: a integridade moral.
Este talvez seja um dos únicos setores da vida em que a curiosidade não compensa. Ou melhor: em que mais vale empregá-la na busca de informações sobre os efeitos implacáveis das drogas no corpo e a mente. Sem experimentá-las. Porque, pelo “barato” por cada uma, paga-se um valor alto demais: a saúde ou mesmo a própria vida.



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