25 janeiro 2012

Alcoolismo e Câncer de esôfago


FATOR DE RISCO MAIS COMUM EM CÂNCER DE ESÔFAGO
Alcoolismo:
O maior fator de risco para câncer de esôfago é o alcoolismo, principalmente quando associado ao fumo. Pessoas que ingerem 80 gramas ou mais por dia de álcool na forma de bebidas, têm um risco muito aumentado para esse tipo de tumor, sendo que 80 gramas de álcool = 4 a 5 doses de uísque ou cachaça ou 4 a 5 latinhas de cerveja ou 3 a 4 cálices de 200 ml de vinho.
Desnutrição, principalmente associada ao alcoolismo e deficiência vitamínica (vitaminas A, B e C), estão associados a uma maior chance de ter esse tipo de câncer.

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DO ESÔFAGO
Exame Preventivo de Câncer de Esôfago
O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, mesmo antes que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.
Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de esôfago?
O esôfago é a porção do sistema digestivo que liga a boca ao estômago. A sua função principal é conduzir o alimento para ser digerido pelos outros órgãos digestivos; por isto, ele tem o formato de um tubo que se estende do pescoço, atrás da traquéia, pelo tronco atrás do osso do peito, até a "boca do estômago". É composto basicamente de músculo recoberto, por dentro, por células de vários tipos.
O esôfago se divide em três partes: 
 
a porção superior (mais perto da boca)
a porção média
a porção inferior (mais perto do estômago)
A maioria dos cânceres de esôfago se origina nas células de tipo epitelial, os chamados carcinomas, ou nas células das glândulas, os chamados adenocarcinomas. Esses tipos de tumor variam de freqüência dependendo da região no mundo. No Brasil, o tipo mais comum é o tipo epitelial, sendo que, aproximadamente, 50% se localiza no terço médio, 30%, no terço inferior e 20%, no terço superior. Usualmente, esse tipo de tumor só causa sintoma depois que cresceu bastante, por isto, na maioria das vezes, só é diagnosticado nos seu estágio mais avançado, quando as chances de cura são menores. O sintoma mais comum é a disfagia, ou seja, dificuldade para engolir, com ou sem dor. Se o tumor não é tratado, ele pode obstruir totalmente a passagem do alimento para o estômago.
O exame que diagnostica o câncer de esôfago e que poderia diagnosticá-lo precocemente é a endoscopia digestiva alta.
Como o médico faz este exame?
Através da introdução de um aparelho flexível pela boca, que tem uma câmara de vídeo na sua extremidade, um médico especialista pode ver todo o tubo digestivo superior, ou seja, a boca, o esôfago, o estômago e a porção inicial do intestino, o duodeno. Nesse exame, o médico pode ver as porções alteradas do interior do esôfago e retirar um pequeno pedaço desse local para ser examinado por um patologista, que tem condições de dizer se as alterações vistas estão relacionadas a uma alteração maligna das células. Algumas substâncias, quando em contato com a mucosa (revestimento interno) do esôfago, podem mostrar qual as áreas mais prováveis de estarem alteradas. Essas substâncias podem ser espalhadas por um spray por todo o esôfago durante a endoscopia.
Atualmente recomenda-se que pessoas que tenham fatores de risco para esse tipo de tumor devem fazer este exame com uma freqüência determinada pelo seu médico, que irá considerar o risco individual da pessoa e dos achados de exames anteriores.
Apesar de muitos estudos estarem em andamento para determinar o valor da utilização da endoscopia digestiva alta na detecção precoce do câncer de esôfago, nenhum conseguiu comprovar ainda que fazer esse exame de forma regular diminuirá a chance de morrer por causa deste tipo de câncer.

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