04 janeiro 2012

Será que lei rigorosa irá diminuir contato de Jovens com o Álcool


Jovem e Alcoolismo: matéria da Revista Veja 


Fomos à Parmegiana e Cia saborear o “Trem Bão de Minas”, prato concorrente do festival.
Ao pedirmos as bebidas, a surpresa. O Acácio não solicitou cerveja, vodka, nada que contenha álcool e disse que não bebe, nem fuma. Eu disse a ele que ele está na lista das exceções. E percebemos que é possível saborear um festival gastronômico sem o uso da bebida. Que o Sabor de Passos possa fomentar a cultura culinária, nunca o consumo de bebidas alcoólicas.
Uma reportagem da Revista Veja, do dia 10 de agosto de 2011, intitulou-se “Fim da Farra”, abordando a implantação de uma lei mais rigorosa, pelo governo do Estado de São Paulo, para combater o consumo de álcool por adolescentes, um problema que atinge quase metade dos meninos e meninas entre 12 e 17 anos.
A polêmica é grande e o assunto me chama a atenção, por ter um caso de dependência alcoólica na família e por estar tentando escrever um livro sobre o assunto que está na gaveta. O contato com o álcool é muito freqüente na juventude, ou melhor, na adolescência. É nesse período que os instintos se alvoroçam, os hormônios estão em alta e a vontade, a coragem de fazer algo diferente, ser rebelde e enfrentar os próprios pais, estimulam os jovens a dar o primeiro gole. Acontece que é também na adolescência que firmam os principais valores que serão levados por toda a vida.
Decretar o fim da farra com uma simples lei, que muito dificilmente será cumprida, não é a medida. Disciplinas na escola como educação sobre o álcool, ou até mesmo a própria sociologia voltada para os aspectos da sociedade atual, poderiam ser propostas. A questão do álcool vem de berço. Os pais ensinam os filhos a beber quando dão goles ao lado deles.
Estou surpreendido quando vejo fotos nas redes sociais na internet. Na maioria, os jovens estão com um copo de bebida na mão e um sorriso no rosto. Pena que esse sorriso não estará no caixão que é o fim de todos os alcoólatras que não se propõem uma mudança rígida. A perda de uma encarnação, por um simples composto químico o álcool.
Será que precisamos de farra para viver? Será que a verdadeira farra não se faz com sobriedade, com autenticidade, mostrando quem realmente é sem o uso mascarado da fantasia alcoólica?
O fim da farra somente acontecerá quando o álcool for ensinado aos nossos descendentes como algo desnecessário, totalmente supérfluo, que não faz parte da nossa vida. E assim através do exemplo de que o álcool nunca estará presente em minha vida, transmitirei uma mensagem de que não é preciso dar sequer um primeiro gole; a satisfação de dizer que meu copo está vazio. Está sim. E por que não? Algum problema? Sinto muito, o seu também deveria estar e aí sentiria uma paz maior da sobriedade, da
serenidade em compreender as coisas que não se pode mudar e coragem para mudar as que são possíveis, pedindo a Deus a sabedoria para poder distingui-las


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