13 fevereiro 2012

Drogas e Álcool - Como Prevenir esta " armadilha "

                                                              fonte : Clinica GRAND HOUSE



Muito se tem feito nos últimos tempos para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O resultado final é que as pessoas estão consumindo cada vez mais drogas.
Usar drogas significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil lutar contra o prazer, porque foi ele que sempre norteou o comportamento dos seres vivos para se autopreservarem e perpetuarem sua espécie. A droga provoca o prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo mais, como se fosse bom.
É muito difícil convencer alguém a não fazer algo que lhe dá prazer – e a droga, antes de qualquer outra coisa, é algo que oferece prazer imediato e fácil.
Por causa disso, fazer terrorismo com histórias macabras ou exagerar na descrição dos efeitos das drogas só piora as coisas: a maioria dos jovens é mais bem informada sobre drogas do que os próprios pais, mesmo quando não são usuários. Portanto, a prevenção ao uso de drogas começa muito antes.
É sabido que o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele mais destrói a vida do que ajuda na sobrevivência. A prevenção tem de mostrar exatamente a diferença que há entre o que é gostoso e o que é bom.
Atualmente, nossa maior preocupação é de como conseguir que as pessoas (grupos e comunidades) adotem comportamentos saudáveis, principalmente no que se refere ao hábito de consumir drogas, em virtude dos problemas sociais que está causando. A tarefa não é fácil, já que implica na coordenação dos recursos teóricos e empíricos de diferentes disciplinas e profissionais e, sobre tudo, a adoção de mudanças políticas e sociais.
Qual o papel da família na prevenção?
A família é o primeiro grupo significativo a que pertencemos e certamente o mais importante.
Através dela, o indivíduo desenvolve o seu sistema de valores, crenças e atitudes: desta primeira “rede humana” aprende o amor, o ódio, a agressão, a ternura, como se defender, com quem identificar-se e como se sobrepor às frustrações, etc.
Nas últimas décadas ocorreram intensas mudanças no comportamento social e sexual, o que leva muitos pais a se sentirem inseguros quanto à proposta ideal de educação.
Por outro lado, esta insegurança foi reforçada por algumas correntes da psicologia que preconizam a “liberdade excessiva”, acarretando na falta de limites.
Os pais não encontram um referencial na educação que receberam muitas vezes diferente e mais repressora do que a praticada hoje em dia.
Sentem-se que devem ser liberais e atualizados, justamente percorrendo o caminho oposto a criação que tiveram, mas perdem o rumo ao não estabelecerem limites aos filhos, que precisam de regras justas e mensagens claras sobre os valores a serem preservados.
Na adolescência, a “turma” assume o lugar da família. Para ser aceito pelo grupo o jovem pode tentar qualquer desafio, mesmo que este lhe venha a ser prejudicial.
O grande problema é que o tipo de educação que se vê hoje cria adolescentes muito “fracos”. E um ser imaturo, sem paixão, que não consegue enxergar a vida com seriedade, e se torna altamente predisposto à influência do meio.
Este “meio” não são apenas os amigos, a “turma”, como descrito acima (embora a pressão do grupo seja um fator importante, ainda mais nesta idade): os exemplos que o adolescente tem em casa também contam muito.
Muitos deles ouvem discursos que os incentivam à responsabilidade e ao autocontrole, por exemplo, mas vêem os pais comendo compulsivamente, bebendo, traindo ou fazendo coisas irresponsáveis. Isto não significa que os pais estejam sendo mal intencionados, mas é importante que observem a consistência entre o que proferem e o que realmente fazem.
FORTALECENDO A FAMILIA
Quando falamos de fortalecer os vínculos familiares, temos que destacar o fato de que atualmente encontramos uma grande maioria de jovens com famílias desestruturadas ou diretamente abandonadas, ausentes.
O ponto de vista da família como instituição, nos mostra, à luz das estatísticas, que quando ela está unida, organizada e comunicada com papéis bem determinados, é uma fonte de proteção dos filhos que pode evitar percepções e comportamentos distorcidos.
Por isso, desde a prevenção (e até mesmo na recuperação) é que se tenta trabalhar no fortalecimento da família.
Ao descobrir a adição do seu filho adolescente, é comum que os pais, depois de alguma tentativa frustrada para que o mesmo deixe as drogas, se aproximam para consultar a um médico ou a um centro de atenção de adições para que “cure o seu filho”, e o “tire das drogas“.
Dizem, que querem que seu filho se cure, porém isso é uma verdade parcial; porque simplesmente o que desejam é que seu filho deixe de usar drogas, porém não pensam em revisar toda a cultura enferma que há por trás da conduta aditiva e que envolve a toda família.
A teoria psicossocial e as psicoterapias modernas sustentam que para curar um problema, primeiro deve ser tratada a causa, muito mais que os sintomas. Ainda que no caso do uso de drogas os dois sejam tratados simultaneamente, a causa continua sendo o ponto principal do tratamento.
O tratamento de adolescentes e jovens com problemas de dependência de drogas, não terá soluções reais se no processo não for incluído os pais e irmãos, e em outros casos a parentes e amigos que participam da vida grupal.
Descobrir a adição do filho, certamente desata uma síndrome de alarme na família. A descoberta desencadeia certas mudanças no sistema com características próprias em cada grupo familiar. Há famílias que fecham filas em volta do adicto, em outras o expulsam da casa. Aliás, essa é a modalidade que muitos preferem, tanto por famílias como por escolas, e a sociedade em geral – porém isto não resolve o problema, pelo contrario. As famílias não devem rejeitar o jovem; o primeiro amparo que um jovem e, sobretudo um adicto deve ter é a FAMÍLIA.
Enfim, o que fazer para prevenir?
Não existem soluções infalíveis ou um livro de receitas para evitar que seu filho caia nas drogas, porém existem alguns fatores que podem bloquear ou dificultar a entrada no mundo das drogas.
É importante manter uma boa relação com os seus filhos que permita a discussão e reflexão conjunta sobre todos os assuntos que vão surgindo ao longo da sua vida, entre eles, o consumo de drogas. Dar-lhes apoio quando eles precisam estar atento aos seus estudos ou trabalho, aos seus amigos – em resumo, se interessar pela vida deles, ajudando-os a crescer e crescendo com eles.
Incentivar os filhos a terem uma vida saudável e produtiva é uma boa forma de mantê-los longe das drogas e de outros tipos de dependência, como a do consumo, do jogo, do sexo e tantas outras. Dar-lhes suporte afetivo e cuidar de sua auto-estima são tarefas muito mais complexas, mas também mais eficazes tanto para evitar o problema das drogas, quanto para formar adultos mais corajosos e conscientes de si mesmos.
O seu filho não precisa ter tudo o que quer, precisa aprender a lidar com a frustração para criar maturidade, responsabilidade e aprender a valorizar seus ganhos; portanto ao envolver-se em alguma dificuldade, ajude-o, mas não resolva por ele, imponha limites e saiba vesti-lo (sem atacá-lo) sobre seus erros e irresponsabilidades e puni-lo (se necessário).
Não estigmatize o jovem com seus preconceitos, incriminando-o com falsos moralismos e acentuando o conflito de gerações, isto não ajudará em nada.
Outro ponto muito importante é a valorização e a orientação espiritual, independente da religião, isto o ajudará a compor seu sistema de “valores”.
Produza um convívio familiar que forneça ao filho segurança e amor, que ele possa expressar suas idéias com liberdade, procure não deixar que sua família se torne um “grupo de estranhos” que só estão próximos fisicamente; onde não há nenhum diálogo. A família deve ser vista como uma fonte de apoio, em que seu filho poderá recorrer e confiar em caso de perigo.
Os adolescentes raramente se apresentam a seus pais ou a outro adulto, incluindo psicólogos ou psiquiatras, dizendo: “Tenho um problema com as drogas e necessito ajuda”. Portanto, os pais devem estar atentos às mudanças de comportamento.
O que fazer se descobrir que o meu filho se droga?
Os jovens consomem diferentes produtos e nem todos os consumos têm o mesmo significado. É importante saber que substância consome como o faz e há quanto tempo, para avaliar se está em fase de experimentação ou de consumo continuado.
De qualquer modo é sempre importante falar com o seu filho, confrontá-lo com os fatos e procurar apoio a profissionais de saúde especializados. Um profissional de saúde saberá ajudá-lo, e ao seu filho, a encontrar um caminho para enfrentar o problema.
Se o meu filho se drogar, onde posso ter falhado?
Existem muitos motivos para as pessoas experimentarem drogas: a curiosidade, o desejo de ser igual aos outros ou a busca de uma experiência nova, entre outros.
Algumas destas experiências correm mal e as pessoas tornam-se dependentes daquilo que começou por ser uma brincadeira. Em face de uma situação de consumo, não é uma boa atitude os pais pensarem que têm toda a culpa e tentarem resolver o problema sozinhos.
Mais uma vez, o apoio de um profissional especializado pode ajudá-lo a compreender melhor o seu filho e a encontrar uma abordagem adequada dos problemas.
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br
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