23 março 2012

Álcoolismo - Jovens, ricos e imprudentes - Vídeos


ovens, Ricos e Imprudentes



Conexão Repórter  mostrou um show de imprudência. Uma combinação devastadora: máquinas potentes e álcool. Durante semanas, com câmeras escondidas e produtores infiltrados, acompanhamos as noitadas de jovens sem limites. Nas baladas, homens e mulheres bebem além da conta. Na saída, em seus carrões, desrespeitam as leis de trânsito e causam acidentes, muitas vezes, fatais. Um documentário especial, que traz depoimentos de pessoas que perderam familiares em acidentes com motoristas supostamente embriagados. As brechas nas leis levam motoristas embriagados à impunidade. Como combater esta realidade? Até quando famílias serão destruídas por jovens imprudentes, inconsequentes e irresponsáveis?

Nossa investigação começa em um bairro nobre da zona sul de São Paulo, local onde se concentram os bares e as baladas da alta sociedade. É nesse ambiente que vamos investigar jovens que abusam do álcool. Encontrar jovens que vem desafiando as leis é muito fácil. Chegamos um posto de gasolina. Minutos depois, dois carros importados estacionam perto de nossas câmeras. Veículos que chegam a custar cento e cinquenta mil reais. Os rapazes vestem roupas de marca da moda. Eles descem do carro, entram na loja de conveniência e compram uma garrafa de vodka e uma lata de energético. Eles pagam, voltam aos seus veículos, conversam e bebem. É o chamado esquenta, a preparação para a balada. Um amigo aparece em um outro carro importado e a bebedeira continua. Os três amigos terminam de beber e vão embora. Seguimos seus passos. Cada um segue em seu carro mesmo depois de beber. 

A parada é em uma famosa casa noturna. Lá se paga, no mínimo, 120 reais só de entrada. A noite deles é regada de muita bebida e mulheres, até que decidem ir embora quatro horas depois. Eles arrancam em seus carrões. Logo na saída, os dois fazem uma conversão proibida. Já é sábado e a rua está movimentada. Mesmo assim, eles não respeitam os semáforos vermelhos. Dirigem no corredor de ônibus, o que é proibido. Em um determinado momento o farol fecha para os carros e abre para os pedestres. Eles furam, avançam e quase atropelam uma menina que já estava atravessando a rua. 
urante semanas, nossa equipe monitorou jovens que se divertem na noite de São Paulo. Homens e mulheres que combinam álcool, volante e velocidade. Neste perído flagramos dois amigos com uma garrafa de uísque na mesa dentro de uma balada. Um deles já parece não ter condições de dirigir. Seus reflexos estão afetados. Ele cambaleia e dança com a garrafa nas mãos. Mal consegue ficar em pé. Por ironia, quem dirige é o que aparenta estar mais alcoolizado. Parado no farol, o motorista deixa o carro morrer. Muda de faixa sem dar seta e de forma perigosa. Anda no meio entre duas pistas. Não consegue manter o carro em linha reta. Faz um zigue zague pelas ruas. O carro morre pela segunda vez. No túnel, ele quase acerta um motoqueiro. Eles param no meio da rua. O motorista não tem condições de dirigir. O passageiro desce do carro e assume o volante. 

Continuamos nossa investigação na noite paulistana. Nas portas das baladas, resgistros de absurdos. Um outro garoto está passando muito mal. Desnorteado e visivelmente bêbado. Uma amiga segura a garrafa de uísque. As pessoas tentam segurá-lo, mas ele cai com tudo no chão e bate a boca na calçada.
aímos às ruas com um perito em acidentes. Renato Orsi tem em mãos um radar móvel. O aparelho é capaz de medir a velocidade exata que os jovens se aventuram na madrugada de São Paulo. Ficamos em um dos cruzamentos mais frequentados pelos playboys paulistanos. Em uma hora que ficamos no local, alta velocidade e imprudência. 

A Polícia Militar controla os imprudentes montado bloqueios nas ruas durante as noites para fazer o polêmico teste do bafômetro. Acompanhamos uma dessas blitze na avenida Pacaembu, zona oeste de São Paulo. A PM se modernizou. Agora usa um novo aparelho que já faz a triagem das pessoas que beberam. Basta uma conversa rápida com o policial. Assim, só é parado o motorista suspeito, mas a recusa para fazer o bafômetro é uma constante. 
Uma tragédia une estas quatro pessoas. Em comum, todas perderam familiares em acidentes com motoristas supostamente embriagados. Agora, eles lutam por justiça. Nilza está com a voz rouca desde que o marido morreu com queimaduras, depois de um acidente em outubro deste ano. A caminhonete de Edson pegou fogo em uma batida com um Camaro dirigido por Felipe Infante Arenzon, de 19 anos. Essa máquina pode atingir a velocidade de 300 quilometros por hora em poucos segundos. Dentro do Camaro, uma lata de cerveja. O jovem ficou três dias preso e saiu após pagar uma quantia alta de 245 mil reais na fiança. Ariomar também luta por justiça e está revoltado. Seu irmão não teve nenhuma chance de socorro, após ser atropelado por uma Hilux. A pancada foi violenta. Ariomar ficou descontrolado. 

O motorista da Hilux, Fernando Mirabelli foi preso, mas isso não conforta a família. Três dias depois, o bancário pagou uma fiança de 50 mil reais e foi solto. São inúmeros exemplos negativos da combinação explosiva entre volante e álcool em um curto espaço de tempo. Mesmo assim, parece que muitos jovens ainda não tomaram consciência da arma que um carro pode se tornar quando bebem. Os casos de tragédia são chocantes. Todos com o coquetel explosivo: bebida alcóolica, irresponsabilidade e máquinas potentes. Um brinde a imprudência. 





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