29 março 2012

Alcoolismo - Motoqueiros viram estatísticas no trânsito



Motoqueiros ignoram risco e viram estatística

Jovens e do sexo masculino compõem o grupo com o maior índice de acidentalidade em Campinas
O álcool está entre os principais componentes dos acidentes de trânsito que deixam sequelas permanentes ou provocam mortes em Campinas. De acordo com o último balanço divulgado pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), no primeiro semestre de 2011 71 pessoas morreram vítimas de acidentes na cidade, em acidentes causados, em sua maioria, por motociclistas do sexo masculino na faixa etária dos 18 aos 35 anos.

Os condutores de veículos correspondem a 56% dos óbitos. Do total de vítimas, 30 passaram por exames de dosagem alcoólica, que mostraram que 43% delas apresentaram nível de álcool no sangue. 

Segundo a gerente de Educação e Cidadania da Emdec, Roberta Mantovani, esse perfil compõe o grupo com os maiores índices de acidentalidade. 

“Os jovens, por viverem um período de contestação e aprovação de limites, são os que mais bebem. O pior é que eles não têm a percepção do risco desse comportamento. Eles não conseguem entender o que a bebida faz no organismo e, por isso, acabam se envolvendo em graves acidentes”. 

Os dados da Emdec ainda mostram que os finais de semana concentram a maior parte dos acidentes – 45% das vítimas fatais com nível alcoólico ocorrem aos sábados e domingos, enquanto os outros acidentes se dividem entre os dias úteis. 

Há ainda a especificação de horário. Os picos nos números de acidentes são das 18h às 18h59 e das 21h às 21h59. Das 3h às 3h59 é registrada também uma alta nas ocorrências.




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