27 maio 2012

Álcool : " Diabólico Elixir "

"Diabólico Elixir"



Diz o abstêmio:
- Não sabe que beber é uma morte Lenta?
Responde o beberrão:
- Tudo bem... não tenho pressa.

Ambos estão equivocados. Todos nós morremos lentamente.
Programados biologicamente para uma existência aproximada de um século, sofremos lenta, progressivo, inexorável desgaste celular que culminará com o colapso orgânico, transferindo-nos para o além.
Por outro lado, o vício sobrecarrega e compromete o funcionamento de órgãos vitais, o que acelera o processo.
O alcoólatra, portanto, morre mais depressa.

Comparando o corpo como uma máquina que nos é emprestada para a viagem terrestre, imaginemos nosso constrangimento ao sermos informados por mentores espirituais de que arrebentamos com ela, indiferentes à sua preservação...
- Meu filho, lamento dizer que você regressou extemporaneamente. Está incurso no suicídio indireto.
- Não é possível: Há algum engano!... Adorava a existência humana!
- Adorava beber! Nunca se conscientizou de que estava prejudicando seu corpo, embora ele o avisasse, freqüentemente, sinalizando, com males variados. Eram doloridos e ignorados pedidos de socorro de um servo que você estava afogando em álcool.
- E agora?
- É esperar pela reencarnação. Alguns decênios com um fígado sensível, um aparelho digestivo complicado e você esquecerá a bebida, como irrealizável paixão que se esvai com o tempo.
Uma úlcera gástrica obstinada, talvez um câncer depois, o ajudarão a recompor o perispirito ferido pelo vício...

Não é fácil vencer o condicionamento.
Dentre os padecimentos que a morte reserva aos alcoólatras, um surpreende:
Continua sequioso da “água que passarinho não bebe”, porquanto o álcool, além dos estragos no corpo, provoca um condicionamento no corpo espiritual que lhe impõe a mesma premência de beber.
Como se satisfazer se lhe falta o corpo?
Um único meio, não menos espantoso, que ele logo dominará: ligar-se ao psiquismo de um viciado “vivo”, o que lhe permitirá experimentar as sensações da bebida.

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