09 maio 2012

Batalha contra o alcoolismo

Vença a batalha contra o alcoolismo
Responsável por mais de 350 doenças, o álcool traz sérios problemas para 10% da população. O primeiro passo para superá-lo é reconhecer a dependência


por Mariana Viktor e Alexsandra Bentemuller (depoimentos)



É doença, não opção 
Durante muito tempo, o alcoolismo foi considerado uma dificuldade de ordem moral. O dependente era alguém de vontade fraca, a quem faltava determinação ou caráter para abandonar o vício. As pesquisas revelaram, porém, que a dependência apresenta um quadro clínico bem definido e que a pessoa não tem liberdade de optar entre beber ou não quando se torna alcoólatra. A partir daí, o problema passou a ser encarado não mais como uma questão de escolha, mas como condição patológica, sendo incluído na Classificação Internacional das Doenças da OMS.
Não é fácil distinguir entre o alcoólatra e a pessoa que bebe eventualmente ou muito e apresenta problemas relacionados ao consumo de álcool sem ser viciado. Existem sinais, no entanto, que indicam quando há o risco de dependência. Conheça alguns:
 Ter dificuldade de moderar o consumo. 
 
Persistir no uso do álcool apesar das conseqüências negativas.
 Abandonar outros interesses e atividades em favor da bebida. 
 
Apresentar a síndrome de abstinência, caracterizada por um conjunto de sintomas (ansiedade, insônia, tremores, náuseas, irritabilidade, vômitos, dor de cabeça, pesadelos) que só desaparecem quando se volta a beber.
Ninguém nasce predestinado ao alcoolismo. A maior ou menor chance de tornar-se dependente é determinada por uma combinação de fatores:
 Biológicos: a predisposição genética é importante no desenvolvimento da dependência, mas os especialistas garantem que ela por si só não é capaz de condenar ao alcoolismo. É inegável que o estímulo prazeroso que a bebida provoca em certas regiões do cérebro também pode levar ao abuso. 
 
Psicológicos: indivíduos muito ansiosos, depressivos, tímidos ou com dificuldades de auto-estima têm maior tendência de utilizar a bebida como uma 'muleta emocional'.
 
Ambientais: incluem as experiências familiares, a fase da vida em que se está e o ritual que cerca o ato de beber.
"Fiz do boteco o meu escritório"

"Na juventude, descobri que era uma pessoa mais sociável sob o efeito do álcool. Com o passar do tempo, a bebida foi tomando conta de mim. Casei, tive filhos e as conseqüências do vício aumentaram. Apresentei problemas de toda natureza: física, emocional e mental. No trabalho, o desastre foi total. Sempre fui autônomo e no auge da bebedeira os serviços ficavam parados. Foram várias confusões com clientes. Muitas vezes, eu saía para beber e não tinha hora para voltar. O boteco era o meu escritório. Na família, mais conflitos. Sempre ouvia minha mulher dizer: 'você sabe o que fez?' Achava que era invenção dela ou vontade de brigar. Descobri o Alcoólicos Anônimos (AA) nos anos 80 por meio de um amigo. Tomei o meu último porre em maio de 1980, aos 42 anos, quando já freqüentava o grupo há três semanas. No mês seguinte, parei definitivamente. Ter consciência de que era um alcoólatra foi um grande alívio. Deixei de ser um safado ou bêbado, já conhecia algo sobre mim. Hoje, enquanto meus amigos bebem cerveja, eu fico no refrigerante. E não sinto vontade de trocar."
Felipe*, 66 anos, aposentado



Em geral, o indivíduo começa a beber buscando a euforia e a desinibição que o álcool traz. Só que, para uma em cada dez pessoas, o que era um meio para alegrar-se e ficar à vontade torna-se uma compulsão, algo que foge totalmente ao controle. O prazer inicial dá lugar a uma longa jornada de sofrimento, desagregação e perdas afetivas, profissionais e pessoais. São problemas inerentes ao alcoolismo - definido como o hábito de consumir excessiva e regularmente bebidas alcoólicas -, terceira maior causa de morte por doença segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), perdendo apenas para os males cardiovasculares e o câncer. Manter o dependente longe da bebida é tarefa difícil, principalmente por um obstáculo colocado pelo próprio alcoólatra: o da negação da doença. Por todas essas razões, conhecer o inimigo é essencial para vencê-lo.
Por ser o álcool a única droga cujo uso é socialmente aceito e até incentivado, o abuso representa um problema mundial. De acordo com o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), o custo do combate ao alcoolismo nos Estados Unidos saltou de 115 bilhões de dólares, em 1983, para 130 bilhões em 1990, chegando a 246 bilhões em 1998. Estima-se que mais de 550 milhões de pessoas em todo o mundo sejam dependentes da bebida -o que equivale a 10% da população. O quadro por aqui é igualmente grave. Um levantamento apresentado em 2002 pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) revelou que 60% dos brasileiros consomem álcool regularmente e 11,2% são dependentes - o que hoje representa 19 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, o alcoolismo é responsável por 40% das faltas ao serviço, 39% das ocorrências policiais, 20% dos acidentes de trabalho e 75% dos acidentes fatais de trânsito.


Cada vez mais cedo 
Pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Cebrid/Unifesp) concluiu que 90,3% das internações hospitalares por dependência de drogas ligam-se ao abuso de álcool, que é ainda o maior motivo de demissões, a terceira causa de aposentadoria por invalidez e o maior fator de influência nos episódios de violência doméstica. O estudo informa ainda que o índice de suicídios é 58% superior entre os alcoólatras e que aos domingos, dia da semana em que as pessoas costumam beber mais, aproximadamente 15 milhões de indivíduos se embriagam no Brasil.
O álcool é a droga mais consumida no planeta. O excesso prejudica praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo e pode causar de uma simples dor de cabeça até a morte
Entre os jovens o problema também tem proporções alarmantes. O primeiro contato com a bebida ocorre aos 11 anos, antes do cigarro (12 anos), da maconha (13 anos) e da cocaína (14 anos). Um estudo com 15.503 estudantes de 1o e 2o graus, em dez capitais do país, realizado também pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta que:
 65% dos estudantes do Ensino Fundamental (5a à 8a série) e do Ensino Médio já ingeriram bebidas alcoólicas
.  50% dos alunos com idade entre 10 e 12 anos já experimentaram álcool.
 28,6% beberam pela primeira vez em casa e, em 21,8% dos casos, a bebida foi oferecida pelos pais.
 23,81% dos entrevistados ingeriram álcool por pressão dos amigos.
 28,9% já ficaram bêbados. 
 
11% brigaram depois de beber.
 19,5% já faltaram à escola tendo como principal causa o excesso de bebida.
"Tudo começou aos 12 anos"

"Minha história com o alcoolismo começou cedo, aos 12 anos. Na época, minha irmã tinha um namorado que bebia muito e um dia ele consentiu que eu experimentasse refrigerante com cachaça. Descobri que o efeito era uma delícia.
Esperava ansiosa para conseguir outro gole. Na adolescência, como sempre fui tímida, usava o artifício para ter coragem de ir a festas. Namorei, casei e, aos 19 anos, fui abandonada pelo meu marido. Ele dizia que não queria viver com uma bêbada. Em 86, estava desmoralizada no Recife, minha terra natal, e decidi morar em São Paulo. Achava que mudar de cidade ia me fazer parar de beber. Claro que não foi o que aconteceu. Depois, pensei que uma nova união poderia ser a solução e casei com uma pessoa que também estava envolvida com álcool.
Resultado: muitas agressões físicas. Entre as seqüelas, perdi totalmente a visão do olho esquerdo. Cheguei ao fundo do poço. No dia 8 de novembro de 1992, admiti que era alcoólatra. Hoje faço o possível para fugir da bebida, sei que não posso ingerir o primeiro gole..."
Ana*, 50 anos, dona de casa


Você tem problemas com a bebida? 

Responda a este teste elaborado pelo Alcoólicos Anônimos. Se marcar sim em pelo menos quatro das 12 perguntas, é provável que tenha ou venha a ter problemas com o álcool. Então, o melhor caminho é procurar ajuda o quanto antes.
1. Já tentou parar de beber por uma semana ou mais, sem conseguir atingir seu objetivo ?
(w )Sim
w)Não

2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?
(w )Sim
w)Não

3. Procurou controlar sua tendência de beber demais trocando uma bebida alcoólica por outra?
(w )Sim
w)Não

4. Lembra-se de ter tomado algum trago logo pela manhã nos últimos doze meses?
(w )Sim
w)Não

5. Sente inveja quando percebe que existem pessoas que podem beber sem criar confusão?
(w )Sim
w)Não

6. 
Seu problema com bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?
(w )Sim
w)Não

7. 
O álcool já criou dificuldades no seu lar, como discussões e agressões junto a familiares?
(w )Sim
w)Não

8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?
(w )Sim
w)Não

9. Você acredita que bebe apenas quando quer e pode parar assim que desejar?
(w )Sim
w)Não

10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, tendo como causa a bebida?
(w )Sim
w)Não

11. Experimentou alguma vez a sensação de 'apagamento' durante uma bebedeira?
(w )Sim
w)Não

12. Já passou por sua cabeça que poderia aproveitar muito mais a vida se não bebesse?
(w )Sim
w)Não
 


As doses e os danos
Considera-se que uma unidade de álcool corresponde a 10 g de álcool puro - que o organismo de um adulto leva uma hora, em média, para metabolizar. A OMS estabeleceu como padrão aceitável de consumo 21 unidades por semana para homens (no máximo três unidades diárias) e 14 unidades para mulheres (não mais que duas por dia). Para se ter idéia, 1 copo de vinho ou de chope contém 1 unidade de álcool; 1 lata de cerveja (350 ml) possui 1,5 unidade; já 1 dose de destilado (uísque, pinga, vodca) registra 2,5 unidades. Veja como os riscos aumentam de acordo com a quantidade de álcool no organismo (em gramas por litro de sangue):
 0,2 a 0,3 g/l (um copo de cerveja, um cálice pequeno de vinho ou uma dose de uísque): as funções mentais começam a ficar comprometidas, prejudicando as noções de distância e velocidade.
 0,3 a 0,5 g/l (dois copos de cerveja, um cálice grande de vinho ou duas doses de uísque): sensação de relaxamento. A atenção e o campo visual diminuem.
 
0,5 a 0,8 g/l (três ou quatro copos de cerveja, três cálices grandes de vinho ou três doses de uísque): reflexos retardados, aumento da agressividade e negligência em relação a riscos.
 0,8 a 1,5 g/l (a partir desta taxa, a quantidade de álcool ingerido é muito grande): dificuldade para dirigir, falta de coordenação motora e concentração.
 1,5 a 2 g/l: embriaguez, visão dupla. 
 
2 a 5 g/l: embriaguez profunda. 
 
5 g/l: coma alcoólico.
"Vendi tudo e fui morar na rua"

"Meu primeiro porre foi aos 13 anos. No casamento de uma tia, bebi meia garrafa de vodka que meu pai tinha esquecido no carro e desmaiei ali mesmo. Para perder a timidez, continuei bebendo. Consegui terminar o colégio e iniciar uma vida profissional como motorista. Até então ninguém desconfiava da minha doença. Aos 24 anos me casei e, durante todo o tempo que a união existiu, eu só levantava para beber e bebia para dormir. Nunca agredi minha esposa, mas vivíamos brigando. Em 93, ela faleceu e minha vida virou um inferno. Aposentado, sem filhos, vendi meus bens e fui morar em uma pensão. Em três meses gastei - bebendo - todo o dinheiro e passei a dormir na rua. Vivi um ano como mendigo e, quando já não tinha esperanças, o destino me pregou uma peça. Ao bater no vidro de um automóvel para pedir esmola, reencontrei meu irmão. Ele me ofereceu ajuda. Depois da recuperação no hospital, passei a freqüentar o AA e renasci. Já não bebo há 10 anos, estou casado pela segunda vez e, hoje, as pessoas confiam em mim."
* Carlos, 53 anos, aposentado


Efeitos clínicos 

A médio e longo prazos, a bebida acarreta danos em vários órgãos e sistemas do corpo.
SISTEMA NERVOSO
O aumento da concentração alcoólica no sangue danifica o cerebelo (causando tontura, dificuldade de expressão verbal e prejuízo na coordenação motora), afeta o córtex pré-frontal (área do cérebro responsável pela lógica e o raciocínio abstrato), favorece a ocorrência de derrames, destrói as células cerebrais e, em casos mais graves, pode levar à demência.
CORAÇÃO
Há predisposição a problemas cardiovasculares que vão da arritmia cardíaca ao infarto. O álcool também facilita a retenção de líquido pelo organismo - o que é uma das causas da hipertensão.
FÍGADO
Hepatite alcoólica: leva à destruição das células hepáticas. A doença envolve risco de vida e exige hospitalização. Deixa cicatrizes permanentes no fígado mesmo depois de curada.
Cirrose: o vício faz com que o fígado produza tecido de cicatrização (fibrose e nódulos) em vez de células saudáveis, o que termina por bloquear a circulação sangüínea, impedindo a depuração dos nutrientes absorvidos pelo intestino, a purificação do sangue e outras funções vitais. É irreversível e leva à falência hepática se a pessoa não procurar tratamento.
PÂNCREAS
Pode ocorrer a inflamação do órgão, que é responsável pela produção de insulina e outras substâncias fundamentais para a digestão.
ESTÔMAGO E INTESTINO
A bebida corrói a mucosa do trato digestivo e pode causar sangramento no esôfago e lesões no estômago (provocando ou agravando casos de gastrite ou úlcera estomacal), além de dificultar a absorção de nutrientes pelo intestino.
FUNÇÕES SEXUAIS
No caso dos homens, a bebida pode causar lesões nos nervos responsáveis pela ereção. Mulheres alcoólatras apresentam taxas hormonais alteradas, resultando em irregularidade no ciclo menstrual, amenorréia e infertilidade.
 


Hora de procurar ajuda 
No fundo, quem abusa da bebida sente-se insatisfeito e tem o desejo inconsciente de mudar. O problema é que, com a melhor das intenções, familiares e amigos costumam cobrar atitudes e resultados do dependente e terminam por colocá-lo contra a parede. Em conseqüência da pressão, o indivíduo passa a defender-se com argumentos cada vez mais elaborados, negando a dependência e parecendo não ver os danos causados pelo álcool.
Por isso os especialistas afirmam que a chave para levar alguém a um tratamento não é o confronto ou o "puxão de orelhas", mas a motivação. E motivar significa reforçar o desejo que a pessoa tem de mudar. O melhor jeito é aproximar-se dela com uma atitude de empatia, tentando compreender suas razões ao invés de simplesmente repreendê-la. A partir daí, fica mais fácil apontar-lhe os males causados pela bebida e convencê-la a se cuidar.
Qualquer tratamento antialcoolismo compreende duas etapas: a desintoxicação (que visa combater os efeitos mais agudos da suspensão do consumo) e a reabilitação (quando o paciente é encaminhado para a terapia mais adequada às suas características e a seu grau de dependência). Os principais métodos atualmente usados são:
 Ambulatorial: a pessoa vai regularmente a um ambulatório especializado para acompanhamento terapêutico com médicos e psicólogos. A grande vantagem é que o paciente realiza normalmente suas atividades.
 Farmacológico: o médico prescreve medicamentos para diminuir a vontade de beber e prevenir recaídas. O tratamento é indicado para alcoólatras com elevado grau de dependência e os remédios costumam ser usados em conjunto com o atendimento psicológico.
 Internação em hospital: é especialmente recomendada quando há chance de uma síndrome de abstinência grave ou quando o hábito de beber está associado a distúrbios psiquiátricos. 
 
Grupos de auto-ajuda: formados por voluntários e ex-dependentes que se reúnem para discutir as dificuldades e conquistas do processo de reabilitação, têm a vantagem de ser gratuitos. Um dos mais conhecidos é o Alcoólicos Anônimos ou AA, grupo com elevado índice de sucesso na recuperação de dependentes da bebida.
 Terapia familiar: ajuda todos a reavaliarem sua postura diante do dependente de um modo mais eficaz.
O caminho para se livrar do vício pode ser árduo, mas a esperança de vencer o alcoolismo é real e está lá, como a luz no fim do túnel. Para ajudar alguém ou a si próprio, é importante se conscientizar e dar o primeiro passo em busca de tratamento. E que, a partir daí, as próximas doses sejam de intensa alegria!
"O primeiro gole era pela manhã"

"Comecei a beber entre 13 e 14 anos. Aos 20 minha vida estava totalmente descontrolada: já havia sido internado duas vezes por conta do abuso de álcool e drogas, me encontrava desempregado, minha família não me aceitava, era freqüentador assíduo de hospitais e, acredite, tomava meu primeiro gole às sete horas da manhã. Em uma crise de abstinência cheguei a beber querosene com refrigerante, álcool doméstico com suco e até lamber perfume. Sob o efeito do álcool, agredia as pessoas verbal e fisicamente. É triste até de lembrar, mas cheguei a bater em meu bisavô. No meu último porre tomei duas garrafas de conhaque e cinco de cerveja. Em 2001 me dei conta de que vivia para beber e bebia para viver. Foi quando finalmente admiti que era alcoólatra e busquei tratamento. Evito a bebida lembrando que sou um doente e tenho plena consciência de que o inferno começará novamente se colocar o primeiro gole na boca. Apesar disso, hoje me sinto a pessoa mais feliz do mundo porque não preciso usar mais nada que altere o meu humor."
Eduardo*, 23 anos, publicitário 



Efeitos psiquiátricos

Ao lado das conseqüências físicas, uma grave sucessão de problemas psíquicos é desencadeada pelo excesso de álcool no organismo.
Intoxicação alcoólica: é a embriaguez característica da pessoa que bebeu demais, mesmo que não seja alcoólatra. Os sinais mais evidentes são fala arrastada, falta de coordenação motora, prejuízos na memória e na atenção, caminhar vacilante, movimentos horizontais rápidos dos olhos (nistagmo) e comportamento social inadequado. Mas tudo isso costuma desaparecer quando o álcool é eliminado pelo organismo.
Síndrome amnésica: também conhecida por síndrome Wernicke-Korsakoff (SWK), caracterizada por 'brancos' de memória sobre fatos recentes, confusão mental, falta de coordenação motora e movimentos rápidos dos olhos ou paralisia de alguns músculos oculares, com efeito semelhante ao do estrabismo. Os problemas motores podem ser revertidos se o alcoolismo for tratado a tempo, mas o déficit da memória será permanente.
Síndrome demencial alcoólica: é outro quadro que envolve prejuízos sérios de memória. A pessoa perde a capacidade de julgar e emitir idéias coerentes, sua personalidade se altera e ela passa a depender dos outros para as atividades mais simples do dia-a-dia, num estado semelhante ao das vítimas do mal de Alzheimer. Nesse estágio, os danos se tornam quase irreversíveis. 

* Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos entrevistados






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