02 maio 2012

O estrago que o alcoolismo causa


Álcool e o que mais?

O consumo de álcool provoca complicações no sistema endócrino, no trato gastrointestinal, no sistema cardiovascular, no sistema nervoso, gera carcinomas, esteatose hepática, provoca deficiências nutricionais e ainda produz síndromes.
O álcool  consiste basicamente em etanol (C2H5OH).  Traços dessa substância são produzidos por bactérias intestinais e isso também ocorre em alguns alimentos em baixa concentração. Portanto, o corpo humano está adaptado para um nível mínimo de álcool no sangue e apresenta mecanismos suficientes para metabolizar essa quantidade.
O etanol é absorvido quase completamente no estômago e no intestino. A absorção é mais rápida no estômago vazio e quando a bebida é servida quente.
A exposição a doses altas por períodos longos causa, o etanol, danos à todos os orgãos.  Quanto ao sistema endócrino,  alcoolistas do sexo masculino sofrem de impotência e atrofia dos testículos.
No trato grastrointestinal pode ocorrer: refluxo do ácido gástrico, lesões na mucosa do estômago, danos na mucosa do intestino delgado provocando problemas múltiplos de absorção de nutrientes. A deficiência de zinco, magnésio e potássio é fato; entre as vitaminas as do complexo B são as que mais são afetadas, a falta de B1 e B6 causam problemas nos sistemas nervosos centrais e periféricos.
Já dos danos causados no sistema nervoso são paralisia dos músculos oculares, ataxia (perda da coordenação motora), mudanças de personalidade – tais sintomas são conhecidos como Síndrome Wernicke-Korsakow. Ocorre ainda, polineuropatia caracterizada por alteração das sensações, tremores nas extremidades, torpor, etc.; inibe a sensação de fome o que pode levar à Drunkorexia, ou anorexia alcoólica, termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares. Quanto ao sistema cardiovascular: hipertensão e miocardiopatia alcóolica são comuns quando há abuso do consumo de álcool.
Os tecidos que entram em contato direto com o etanol (faringe, laringe, estômago) são os mais afetado por carcinomas. Há estudos que apresentam relação ainda com câncer de reto e mama. Estudos em animais que mostram alterações pré-neoplásicas depois da exposição crônica ao álcool indica que, essa bebida, pode contribuir para o início do processo tumoral. Com a ingestão excessiva de álcool, ocorre um processo de inflamação e deposição de matriz extracelular, junto com regeneração celular anormal, levando a fibrose e cirrose hepática, e à progressão maligna do carcinoma hepatocelular.
Não esquecendo ainda da Síndrome Alcoólica Fetal. Mulheres grávidas consumidoras de bebidas alcoólicas expões o feto ao etanol pelo útero, gerando anormalidades morfológicas e problemas mentais.

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