05 junho 2012

História sobre o nome "Pinga" e "Água-ardente"

(História contada no Museu do Homem do Nordeste)


HISTÓRIA  INTERESSANTE  !
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. 
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. 
O que fazer agora ? 
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. 
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. 
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado : o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. 
Era a cachaça já formada que pingava. 
Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia em suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'.
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. 





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