18 fevereiro 2013

Álcool mata mais que Aids e Tuberculose

Álcool mata mais que Aids e Tuberculose

O álcool provoca cerca de 4% das mortes no mundo. Ou seja, cerca de 2,5 milhões de mortes por ano. Mais do que a AIDS, a tuberculose, e a violência, diz um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).
“O uso prejudicial do álcool é um problema mundial, provocando milhões de mortes, incluindo centenas de milhares de vidas de jovens. Não é apenas um fator causal em muitas doenças, mas um precursor para a violência e as lesões “, disse em um comunicado Ala Alwan, diretor assistente da Divisão de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.
O aumento da renda salarial têm levado a beber mais em países mas populosos da África e da Ásia, incluindo Índia e África do Sul, e o consumo excessivo de álcool é um problema registrado em muitos países desenvolvidos, segundo a agência das Nações Unidas.
As políticas de controle de álcool continuam frágeis e não estão entre as prioridades de muitos governos, apesar do forte impacto do álcool na sociedade através de acidentes de trânsito, violência, doenças, abuso infantil, e de ausência laboral, salienta a OMS em um informe Global sobre o Álcool e Saúde.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas à ingestão de álcool. O consumo de álcool é especialmente fatal para os grupos mais jovens, e o álcool é um fator de risco mais importante no mundo de mortes entre homens de 15 a 59 anos, diz o relatório.
Na Rússia e Comunidade dos Estados Independentes (CEI), uma de cada cinco mortes é devido ao álcool, a taxa mais elevada. Em países como Brasil, Cazaquistão, México, Rússia, África do Sul, Ucrânia o consumo excessivo de álcool é cada vez mais contínuo. No entanto, a OMS adverte, está aumentando em todos os lugares.
“Mundialmente, cerca de 11% dos alcoólatras têm um forte episódio com a bebida a cada semana”, disse o relatório. Por gênero, os homens, que excedem mas que as mulheres, em uma proporção de quatro por uma “sempre participam no consumo de risco em níveis muito mais elevados do que as mulheres de todas as regiões.”
Os ministros da saúde, de todos os 193 estados membros da OMS, concordaram em tentar conter o crescente consumo excessivo de álcool, e outras formas de abuso de álcool, através dos altos impostos sobre as bebidas alcoólicas e mais restrições à comercialização.
O álcool está por trás de 60 tipos de doenças e lesões. Seu consumo está associado a cirrose hepática, epilepsia, envenenamento, acidentes de trânsito, violência e vários câncer, incluindo colorretal, mama, laringe e do fígado.
“Seis ou sete anos, não havia provas claras de uma relação casual entre o consumo de álcool e o câncer de mama. Agora nós temos “, disse Vladimir Poznyak Reuters, responsável pela unidade de abuso de substâncias da OMS, que coordenou o relatório.
A produção de bebidas alcoólicas doméstica ilegal, ignora o controle do governo e impostos, representam quase 30% do consumo total de adultos no mundo. E algumas dessas bebidas são tóxicas.
Segundo a OMS, o consumo moderado de álcool pode ter um efeito benéfico sobre doenças cardíacas e vascular cerebral. “No entanto, o efeito protetor benéfico do álcool sobre o coração desaparece nos casos de consumo excessivo”, disse a agência.
Uma das maneiras mais eficazes para reduzir o consumo de álcool, especialmente entre grupos mais jovens, é o aumento de impostos, disse o relatório. Definir limites de idade, para comprar e consumir bebidas alcoólicas, e de regular os níveis de álcool em motoristas também reduz o abuso, mas poucos países utilizam essas diretrizes.


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