16 março 2013

Álcool droga lícita



Álcool: Droga Lícita

Quando nos deparamos com uma propaganda de cerveja na televisão, ficamos no mínimo atraídos; se não pelo produto em si, pelas belas garotas, semi nuas, que entram em cena para prender a atenção de todos. E acabamos maravilhados com exuberante trabalho audiovisual, que enche os olhos de quem vê.

Para nós adultos é menos impactante. Os jovens por sua vez, que ainda não têm uma opinião formada sobre o assunto, se tornam alvos fáceis e por vezes acabam inseridos no vício do álcool, de forma prematura, podendo desencadear um efeito dominó que acaba desembocando em outros tipos de drogas: as chamadas ilícitas.

As estatísticas dão conta de que os jovens estão entrando no vício do álcool cada vez mais cedo. Nas décadas de 80 e 90 era comum os jovens começarem a provar qualquer tipo de bebida alcoólica entre 14 a 15 anos de idade. Hoje porém o início se dá por volta dos 10 a 11 anos de idade. É uma época quando seus organismos ainda estão em fase de formação, tornando-os vulneráveis à utilização de outros tipos de drogas.

Os noticiários de rádio e televisão dão conta de que 70% dos acidentes tem como causa a ingestão de bebidas alcoólicas. Desses, 50% ocasionam vítimas fatais e 50% deixam as pessoas envolvidas com sequelas às vezes irreparáveis, ocasionando um gasto excessivo aos cofres públicos.

Os homicídios também têm como íntima relação com o uso de Álcool. Cerca de 70% dos crimes contra a vida são cometidos por pessoas alcoolizadas e geralmente após as 22 horas. Nem sempre quem mata é quem está alcoolizado. Muitas vezes quem perde a vida é quem se encontra em estado de embriaguez. Este se sente mais valente, ou mais sensível, e acaba se envolvendo em brigas e discussões que podem acabar em tragédia.

Os acidentes de trânsito no Brasil apresentam dados alarmantes. Eles matam mais do que muitas guerras. Aproximadamente 42.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito. Desse percentual, 24.000 pessoas morrem de acidentes em estradas; 10.000 morrem no local do acidente; e 8.000 são feridos graves que morrem posteriormente. Grande parte dessas mortes poderiam ser evitadas se os condutores de veículos fossem mais prudentes, evitando ultrapassagens perigosas, excesso de velocidade e ingestão de bebida alcoólica.

Em países desenvolvidos a situação é bem diferente. Dados de 2003 dão conta de que na Alemanha morreram nesse ano cerca de 6.606 pessoas vítimas de acidentes automobilísticos. E o de feridos foi de 462.600 pessoas. Em Portugal não é diferente: no ano de 2002 foi registrado um número de óbitos de 1.469 pessoas vítimas de acidente de trânsito e um número de 4.770 feridos graves.

Texto editado do Professor Licio Antonio Malheiros, geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior 





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