27 março 2013

Desabafo : Rapaz narra sofrimento da família por ter pai alcoólatra


SOFRIMENTO DA FAMÍLIA POR CONVIVER COM ALCOÓLATRA 
(identidade do rapaz preservada para evitar constrangimentos)

As declarações são fortes, mas retratam uma realidade que muito tentam esconder, e serve como exemplo para todos que não conhecem as mazelas e destruição que o álcool causa em uma família. Leiam com atenção!


COMO COMEÇA A VIDA DE UM ALCOÓLATRA?
“Não sei! Mas a do meu pai começou assim: ele era muito jovem. Tinha menos de quinze anos e bebia como os jovens de hoje (pra se mostrar mesmo). Porque cachaça não é bom, não é gostoso. É uma DROGA mesmo!
Meu pai casou-se com uma mulher perfeita. Ele sempre foi muito machista. Nunca aceitou que minha mãe trabalhasse e também nunca a deixou faltar nada. Nem em casa, nem a gente (os filhos). Mas a bebida é uma DROGA e essa DROGA ta destruindo este homem.
Meu pai bebia apenas nos finais de semana, em festas. Depois começou a tomar uma pro almoço, outra pro jantar e vamos tomar mais uma? Não é assim mesmo? Sempre aparecem aqueles convites: vamos tomar uma?
E com o passar dos anos, tai meu pai, meu ex-orgulho. É isso mesmo, eu dava mais valor ao meu pai que a minha mãe, meu pai era tudo pra mim. Ele era perfeito. Mas eu o perdi pra cachaça. Meu pai é um alcoólatra! E eu não posso fazer nada pra mudar essa realidade. Também é difícil aceitar. Superar? Impossível. Minha mãe nessa história de mais de quarenta anos de convivência tem muita coisa pra contar. Muitas decepções, muitos desgostos, muitas vergonhas, enfim, muito sofrimento...
Hoje eu entendo perfeitamente a minha mãe. Ela é uma santa. Meu pai apesar do vício é um cara muito bom, honesto, dono de casa. A gente vive com ele pedindo a Deus todos os dias um milagre: que ele pare de beber! Porque a tolerância Deus tem nos dado muito, mas o ser humano não é perfeito e tem dias que a gente chega ao limite... O mais triste dessa convivência é saber que já não temos por ele o mesmo respeito de antes, as turbulências do dia-a-dia vão destruindo o sentido real de família. Aquele cara que era o nosso orgulho, o nosso refúgio, o nosso tudo, agora é apenas um alcoólatra. E essa realidade tem nos destruindo aos poucos.
Essa DROGA, como todas as DROGAS, não destrói apenas o usuário não. Ela destrói também a família. Não adianta ter comida na mesa e não ter sossego. Não ter paz. A gente bate boca com ele porque ele tira a nossa paciência mesmo. Um alcoólatra perde o amor próprio, perdi o amor pela família, perdi o respeito, perdi a dignidade. Convivemos com ele por gratidão também, mas não sabemos até quando vamos aguentar”.

Do Blog : Para vencer o alcoolismo a pessoa precisa admitir a doença e pedir ajuda, sem isso fica impossível alguém fazer alguma coisa. 



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