29 setembro 2014


' TROCAVA ALMOÇO E CAFÉ POR UÍSQUE ', diz Hudson ao deixar reabilitação. 

Cantor sertanejo que faz dupla com o irmão, Edson, passou sete meses internado em uma clínica em São Paulo. Músico foi internado a pedido do pai.

Quantas histórias você já ouviu sobre pessoas que conheceram a fama muito rapidamente e foram por ela iludidas? O nome nos jornais, muito dinheiro, carrão importado, apartamento de luxo, festas, sexo, drogas e a queda. Do auge do estrelato ao fundo do poço. E o sucesso dá lugar ao sofrimento solitário e destrutivo.

“Eu via o diabo todo dia dentro de uma garrafa. Todo dia, eu trocava um almoço, meu café da manhã, por uma talagada de uísque. Aí, entrei nessa de cocaína. Acho que eu fui o primeiro artista no mundo sertanejo que botou a cara a tapa”, conta o cantor Hudson.
Foram sete meses internado em uma clínica de reabilitação na Região Metropolitana de São Paulo. “Eu fiquei entre a morte e a vida”.


“Entre morrer e viver, eu preferi viver. E aqui foi onde eu aprendi a viver novamente. Acho que é o dia mais feliz da minha vida. Eu estou voltando para a sociedade, só que limpo, né?”, diz ele ao sair da clínica.

Uísque, eu não tomava nem na xícara mais. Tomava no bico mesmo. Eu dormia com a garrafa do lado da cama, entendeu? Acordava e já bebia de novo. Descontrole total, descontrole total”, ele diz.

“Tive 12 overdoses. Na maioria das vezes, tinha gente perto, os amigos, tal. A última overdose que eu tive, quem me levou para o hospital foi a Thayra”,(noiva) revela.

Eu me sinto 100% recuperado. Sinceramente eu tenho medo de uma recaída. Não adianta eu ser hipócrita de falar que eu não tenho medo, porque eu tenho medo sim. Mas esse medo é bom, é esse medo é que vai me manter afastado”, ele destaca.
Ele não ficou com sequelas. Com a desintoxicação, os problemas no fígado e as lesões no cérebro desapareceram.


“Ele está bem, está em um momento bom. Nós não acreditamos na cura, a gente acredita que é uma doença progressiva, incurável e fatal, e que ele precisa continuar fazer a manutenção para o resto da vida”, avalia o psicoterapeuta Alexandre Cardoso Castanheira.

“É muito mais maluco você estar sem usar nada. Quando você está sóbrio, você enxerga a vida como ela é”, diz Hudson.

fonte : G1/Fantástico 28/09/2014 - editado

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